people

Last week, I was driving home from work and I was thinking of how we tend to label people – dog people, cat people – and how it reflects their personality.

I believe dog people, besides having dogs, are more loyal, more friendly. But no necessarily more outgoing. They do feel a bit more comfort in a crowd, though. I mean, generally speaking.

Cat people on the other hand tend to be a bit more self-centered, sleepy and tender. There are outgoing cat people as well, but usually, we, cat people, are different.

Anyway, we classify ourselves according to the animals we have. But what if we decided to be a little more open to the other hundred of animals in the world? Then I started thinking about my mother. She’s no cat person. She’s not a dog person either.

Although animals love her and love being around her, she doesn’t pay much attention to them. It’s not like she’s not caring or anything like it. It’s just… She’s different.

I believe my mother is more like an elephant person: she has an incredible memory, she puts her family and children first, she’s not like to forget important things easily and the woman has a lot of respect for her ancestors. See? She’s a lot more like an elephant. Also, she prefers eating vegetables – Kidding.

Advertisements

o peru

Na minha família, as pessoas sempre foram um bocado ligadas à música. Meus pais nos encheram os ouvidos com Balão Mágio, Trem da Alegria, Arca de Noé, muito rock progressivo e um pouco de Carmina Burana.

Então havia algum momento da noite em que ouvíamos música. E ouvíamos muito A Arca de Noé. E tinha essa música:

E eu achava que essa era a música do meu irmão, porque, bem, nenhuma das 3 irmãs tem um piru, né?

chile #3

Bom, já estou devendo essa postagem há alguns dias – então lá vai uma chuva de informação.

Como planejado, na minha primeira sexta-feira de Chile, eu visitei uma vinícola: Viña Santa Rita. Infelizmente, é inverno e as parreiras estavam todas podadas, então não deu para ver efetivamente uma plantação de uva. O passeio é bem legal e o guia era um gatinho. Essa é uma das poucas vinícolas que mostra todo o processo de fabricação do vinho: inclusive o engarrafamento – que é todo automatizado.

A vinícola fica um bocado afastada da cidade, então precisamos pegar o metrô até um ponto bem distante e, de lá, um micro-ônibus. A viagem dura cerca de 1h até a vinícola. Se você não vai de carro, fica uma charrete te esperando logo na entrada e te carrega até o início do passeio. Como eu estava no Chile para estudar espanhol, preferi o tour em espanhol, mas também é possível fazê-lo em português e inglês.

Eu fiz o último tour, que é o das 16h. Quando saí de lá, o sol havia começado a se por e a vista foi maravilhosa.

No dia seguinte, eu e minha nova amiga de escola fomos a Embalse el Yeso em Cajon del Maipo. Esse foi um dos lugares que me disseram que eu tinha a obrigação de visitar, porque é muito lindo. Não tenho outra opção que não seja concordar – o lugar é realmente maravilhoso.

Passou uma van para me buscar por volta das 7h e seguimos na estrada até o tal lugar maravilhoso. Grande parte da estrada é de terra e tem risco de deslizamento em diversos lugares. Além disso, o lugar não tem infraestrutura nenhuma.

É apenas um lugar bonito no meio da estrada. As companhias de turismo geralmente oferecem algum tipo de picnic e existem alguns banheiros químicos pelo caminho. Mas, no geral, os carros se acumulam pela estrada mesmo e os chilenos fazem churrasco entre um carro e outro.

Eu estava cheia de pretensão de sair à  noite quando voltasse do passeio, mas é extremamente cansativo esse passeio. Cheguei em casa e só queria cama.

Outra coisa: as empresas param em um lugar próximo e tentam te convencer a alugar botas, casacos e aqueles bastões de escalada. Não vale a pena, porque está muito frio na chegada, mas logo esquenta. Eu aluguei as botas, mas uma botinha de trekking já seria suficiente.

No domingo, eu assisti ao Cambio de Guardia – Troca de Guarda, em português – no Palacio La Moneda. A troca de guarda ocorre em dias alternados e é bem bonitinho. A banda toca Aquarela do Brasil e os brasileños deliram. É bonitinho, mas confesso ter ficado um pouco entediada.

Depois disso, eu desci no Centro Cultural La Moneda, que fica embaixo do palácio e fui ver a exposição do Andy Wahrol. Maravilhosa. Apaixonante. E lotada. Se eu não tivesse marcado compromisso na parte da tarde, teria ficado muito mais tempo lá, mas não dá pra ter tudo nessa vida.

À tarde, eu fui ao Templo Bahá’í da América do Sul. Ele fica no pé da Cordilheira dos Andes e o microclima lá é bem diferente do resto de Santiago. O lugar também é bem estranho. Fica numa periferia bem periferia. Acho que foi a única vez em que senti algo próximo de medo em Santiago. O motorista do ônibus e um passageiro começaram a discutir e o motorista sacou um canivete e foi em direção ao passageiro. Trocaram algumas ofensas e tudo ficou bem, mas…

O lugar é bem bonito e cheio de jardins. As pessoas geralmente vão para lá ver o sol se por, mas como eu estava de ônibus e o lugar é estranho, preferi não sair de lá muito tarde. Ainda assim, consegui umas fotos bem maneiras.

Na segunda, começou a minha segunda semana de aulas. Meu espanhol já estava mais confortável. Ainda assim, não consegui exercitar tanto, porque só tem brasileiro no Chile. Acho que tinha mais brasileiro em Santiago que em Vitória. Então eu não precisava falar espanhol o tempo inteiro.

Aproveitei que a maioria dos museus não abrem na segunda, e fui ao Cerro Santa Lucia. É bem mais baixo que o Cerro San Cristobal, mas é mais acolhedor. Dá vontade de ficar horas lá em cima. A vista é bonita, não é cansativa e o lugar é extremamente pacífico. Confesso que quis voltar lá para relaxar e ler um livro. Certamente teria feito se tivesse ficado mais tempo.

À noite eu saí para beber umas cervejas, porque nem só de turismo vive o homem.

Nessa semana, eu já estava bem mais cansada e com menos vontade de turistar. Foi uma semana mais leve, por assim dizer.

Na terça-feira, eu fui ao Parque Quinta Normal, que é um parque gigante com uma porção de museus dentro. Tem museu de ciência e tecnologia, de brinquedos, etc. Eu visitei o Museo Ferroviario. Ele é bem feinho: parece um cemitério de locomotivas. Se não me engano, são 16 locomotivas. Não pode subir na maioria delas e parece que a manutenção ali é escassa. Mas já me diverti.

Nesse parque, também tem o Museo Nacional de Historia Natural. Eu dei uma passada rápida, porque não tenho mais paciência para aprender sobre o Big Bang. No entanto, o museu tem um esqueleto de baleia e alguns animais empalhados que são muito legais. Acho que eu teria gostado mais se eu fosse criança.

Dali, parti para o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, que não fica no parque, mas fica em frente a ele.

O Chile passou por 30 anos de ditadura. Foi um dos países da América Latina que sofreu com ditadura militar. É meio sofrido, porque existem diversos monumentos em memória aos sequestrados, torturados e mortos. E,por fim, foi fundado esse museu. Logo na entrada, tem a declaração dos direitos humanos escrita na íntegra. Lá dentro não pode fotografar – ainda bem. Foi uma das melhores e piores experiências que tive no Chile. Chorei feito criança. Recomendo para os fortes, mas não para quem é muito sensível. Eu sou uma das pessoas menos sensíveis que conheço e eu chorei.

Como eu tinha prova de espanhol na quinta, passei a quarta-feira em casa estudando. Afinal, com esse monte de passeio todos os dias, fica difícil ter tempo para estudar. Foi bom ter estudado um pouco, eu fui muito bem na minha prova.

Na quinta-feira, eu visitei uma das casas do poeta Pablo Neruda, que se chama La Chascona. Não pode fotografar dentro da casa, apenas nos jardins. Mas é bem legal. É uma visita que eu gostei muito de fazer. O poeta era muito bem humorado e tem várias coisas divertidas na casa. Eu adorei visitar.

A sexta-feira já começou em clima de despedida, porque era último dia de aula, porque alguns dos colegas iriam embora no sábado de manhã e porque a minha estadia realmente estava chegando ao fim. Ficou um misto de felicidade, tristeza e missão cumprida.

Depois da aula e de receber os certificados, eu e minha amiga fomos almoçar no Barrio Paris Londres, que é composto basicamente de duas ruas que te fazem se sentir na Europa. Casas de paredes grossas e uma arquitetura apaixonante. Na rua Londres, tem um outro memorial da ditadura: uma casa em que se torturava gente. Para minha sorte, estava fechada e não pude entrar. Mas na calçada em frente, tem o nome das pessoas que foram torturadas ali.

Comemos uma comidinha maravilhosa e o clima também estava super agradável. Pude tirar o casaco pesado e ficar apenas com um fininho – e olha que estávamos comendo na calçada! Depois disso, fomos ao supermercado comprar coisinhas encomendadas – no meu caso, duas garrafas de vinho. Não quis ficar carregando coisas pesadas e muito menos pros outros. Não trouxe nem souvenir.

O sábado e o domingo foram de despedida mesmo. Fui a uns cafés, comi fora de casa, caminhei nos parques de Santiago, bebi cervejinha e até tomei sorvete no frio. Terminei o domingo assistindo Game of Thrones num bar – que esquisito acompanhar com legendas em espanhol, ainda bem que não precisava delas.

Foi isso. A segunda foi dia de viajar e de introspecção. Aproveitei para ler bastante, ouvir muito barulho de chuva e brigar com crianças que chutavam minha cadeira. Foi ótimo. Cheguei em Vitorinha e fui recepcionada com um ótimo café e o retorno da Antena 1 – não poderia ser melhor.

chile #2

Já estou no Chile há 06 dias. Ainda não comecei a gostar de música latina. Desde que cheguei, fui ao Mercado Central, Rua Augustinas (dinheiro é algo necessário), Cerro San CristóbalSky Costanera, Museo de Arte Precolombino e 04 aulas de espanhol.

No geral, estou gostando muito da experiência. A cidade é bonita, aparentemente segura e o transporte público tem funcionado bem. Dica: não entrar no metrô às 18h. Foi uma experiência traumática: um desconhecido efetivamente me segurou a fim de que as portas fechassem atrás de mim e eu pudesse caber no vagão. Assustador.

O Mercado Central nada mais é que um mercado de peixes e mariscos com restaurantes dentro. Fede a peixaria e meu casaco ficou com esse cheiro. Aprendi que o macete é comer nos restaurantes periféricos, com cara de restaurante da máfia. Os mais centrais são mais bonitos, mas são para turista e, consequentemente, muito caros. Pode acontecer de aparecer alguém no restaurante tocando violão em troca de moedinhas. Eu tive que dar moedinhas para o violeiro que apareceu durante meu almoço, porque ele tocou uma música da minha infância.

Na segunda-feira, eu tive a minha primeira aula de espanhol. Primeiramente, quero deixar claro que acho muito estranho uma escola não ter aquecedor central. A escola é aquecida a base de aquecedores portáteis a gás e nem preciso dizer que as salas maiores ficam geladas, né? Achei os critérios de nivelamento um bocado aleatórios. Me puseram numa turma que era muito iniciante. Pedi para mudar e fui imediatamente realocada – ponto para a escola! Mas hoje chegou uma aluna nova na minha sala e, sinceramente, não sei o que ela está fazendo ali. A pessoa não sabe nem o que são primeira, segunda e terceira pessoas do singular e plural. É ruim, porque atrapalha o andamento da aula e os alunos mais avançados não podem aproveitar tanto a aula.

A escola ofereceu um tour gratuito pela cidade. Foi legal. Ajudou a ter uma noção da cidade, mas o legal mesmo é fazer tudo por conta própria.

Na terça, eu subi o Cerro San Cristóbal de funicular e desci de teleférico. Foi ótimo, tirando as quase 2h de fila para comprar o ingresso e subir; e os 40 minutos de fila para descer de teleférico, mas rendeu diversas fotos maneiras. É muito maravilhosa a vista lá de cima. Não dá vontade de ir embora.

É possível subir a pé, mas a caminhada dura cerca de 1h30. Levando-se em consideração o tempo de fila, seria até interessante.

Quarta-feira é dia de promoção no Sky Costanera, então eu fui aproveitar a promoção, né? Subi com uns colegas da escola. Chegamos por volta das 16h30 com a intensão de ver o por do sol. Deu certo. Vale lembrar que é alta temporada e que Santiago está lotada de brasileños, o que resulta em filas bizarras em todos os pontos turísticos. A espera foi menor que para o Cerro, mas subir 61 andares a 7 m/s é bem mais caro também.

Ao terminar de subir, já perguntei pela visita guiada, que foi feita por uma carioca portenha, que habló muy despacio e foi super simples de acompanhar. O lugar é realmente maravilhoso e valeu cada peso chileno pago. Acho que foi a quantidade absurda de fotos o que causou dano no meu micro SD.

Infelizmente, o sol dorme no oeste, então as fotos não são da cordilheira, mas são maravilhosas mesmo assim. Lembrando que em Santiago existe o fenômeno de inversão térmica, então tem uma névoa de poluição que decora toda a cidade.

Lembrando que depois desse espetáculo aí, tem degustação de vinho – no dia que eu fui era vinho da Undurraga – e música ao vivo. Por volta das 20h, eles apagam as luzes para expulsar todo mundo lá de cima.

Hoje foi dia de ir ao centro da cidade ver museu. Meus companheiros quiseram visitar a Catedral. Não teria entrado, mas é realmente linda. Maravilhosa. Dá vontade de ficar horas lá dentro – é muito rica em detalhes. E tem um ótimo cheiro de incenso.

Passei rapidamente nos correios, porque tem um mini-museu lá dentro, com uma porção de artefatos antigos. Confesso que quis pegar uma caixa de correio pra mim. São lindas.

O cartão de memória do meu celular quebrou e eu só constatei esse problema quando eu cheguei no centro da cidade. Então estou dependendo das fotos dos celulares alheios.

Apesar de ser visita gratuita, não ficamos animados com o Museo Histórico Nacional, então partimos para o Museo de Arte Precolombino. Socorro. Lugar maravilhoso. Tivemos sorte e chegamos minutos antes da visita guiada, que dura cerca de 30 minutos.

A visita percorre apenas uma das salas do museu, que fala sobre o Chile. A guia explica um pouco sobre as diferenças entre o norte, sul e o centro do país. Os povos chilenos já mumificavam antes mesmo dos egípcios. Existem algumas múmias expostas nesse museu. Os povos chilenos também faziam cerveja e roupas de alpacas, llamas e vicunhas. Enfim, um povo muito maneiro mesmo.

As outras salas devem ser visitadas sem guia. E não tem problema, porque as plaquinhas são explicação o suficiente. É possível também fazer a visita em português, com auxilio dos audioguias – app que pode ser baixado no smartphone. O legal dos audioguias é que também tem informação sobre as peças nas outras salas. Eu não usei – preferi ler as plaquinhas.

Gostei tanto da visita, que até comprei uma necessaire na lojinha. Estava barata – ufa! É muito difícil comprar lembrancinhas nesses lugares, porque é tudo muito caro.

Andei até o Palacio La Moneda, não sem antes me perder, e fui até o centro cultural que funciona embaixo do palácio. Hoje havia exposição do Andy Wahrol. Meus colegas não quiseram pagar: terei de retornar sozinha depois. Entrei na lojinha com a esperança de comprar alguma lembrancinha do artista, mas eu não tinha nenhum órgão saudável para deixar de pagamento.

Vim para casa consertar meu celular. Bom, não tive tempo de comprar um novo cartão de memória, mas pelo menos a câmera voltou a funcionar. Yay. O plano é, amanhã, visitar uma vinícola e no sábado ir a Cajon del Maipo. Esperamos não congelar no processo.

chile #1

Na sexta-feira, eu comecei a minha viagem para o Chile. Acordei cedo, terminei de colocar coisas na mala, tomei minha medicação para enxaqueca (que atacou devido à ansiedade), peguei minhas malas e fui pro aeroporto – sem almoçar, porque nessas horas nem fome eu tenho.

Ao fazer o check-in na Latam, eu descobri que teria que fazer uma troca de aeroporto em São Paulo. Bom, distração minha, afinal, fui eu quem comprei a passagem. Ainda acho que ao comprar uma passagem dessas, deveria vir escrito em cores gritantes e letras garrafais você fará trocar de aeroporto, comprar passagem mesmo assim? Enfim, o funcionário me passou a seguinte informação: chegando lá em Congonhas, é só você pegar o ônibus da TAM e ir para Guarulhos. Aí ficou fácil, né?

Cheguei em SP e fui retirar minha mala. Não tinha um funcionário da Latam. Andei mais um pouco pelo desembarque: ainda nenhum funcionário da Latam. Busquei pelo aeroporto. Nada. Encontrei um funcionário do aeroporto que me informou onde pegar o ônibus. Ainda nenhum funcionário da Latam. Fui para o fim da fila. Nada de ônibus chegar. Os colegas de fila começaram a ficar preocupados, porque não daria tempo de eu chegar ao aeroporto e pegar minha conexão. Descobrimos, então, que o ônibus havia quebrado no caminho. Ainda assim, essa informação não foi passada por funcionário Latam, mas por uma pessoa que perguntou ao motorista do ônibus que deixa a tripulação em Congonhas.

Pegamos um táxi em 5 pessoas e oramos. Eu estava com check-in feito, bastava despachar a minha mala. Em dado momento, eu aceitei que havia perdido meu voo. Minutos depois, recebi SMS e e-mail da Latam informando que meu voo estava com 1h de atraso. Fiquei com esperanças de conseguir viajar.

Ao chegar ao aeroporto, fui informada de que meu voo estava no horário e que eu não poderia viajar e que poderia ser colocada em outro voo mediante pagamento da remarcação para o voo de 22h30, caso houvesse assento disponível. Pedi para checar a disponibilidade. Ela existia. Expliquei que estava em conexão e que perdi o voo, porque o ônibus não veio me buscar.

A essa altura do campeonato, eu já havia ligado para uma amiga bacharel em direito para ter certeza de que a empresa era responsável pelo meu transfer. Então o funcionário me alocou no voo de 22h30  sem cobrar taxa alguma.

Cheguei em Santiago com fome, dor no corpo e cansada. Foram horas em pé aguardando um ônibus que não chegava, mais uma corrida pelo aeroporto, mais horas sentadas no voo. Meu joelho parou de existir. Quase tive uma crise hipoglicêmica, que foi sanada com um Bis oferecido por uma das companhias que dividiram o táxi. E cá estou.

vista da varanda

O lado positivo: pude presenciar um evento raro em Santiago: neve. Digo, não é que era uma nevasca, porque a neve derretia tão logo tocava o solo, mas ainda assim, neve. Poucos foram os lugares que ficaram branquinhos que pude ver no trajeto até o apê, mas ainda assim soou como uma declaração de boas vindas.

ansiedade

Desde que eu comecei meu primeiro blog, uns 300 anos atrás, eu venho escrevendo durante a minha insônia. A minha insônia é tão frequente, que já considero normal acordar no meio da madrugada e fazer coisas. No melhor estilo: just embrace it. Afinal, se eu passar o resto da vida rolando na cama durante horas tentando dormir, vou ser uma pessoa com sono e frustrada. Fazendo coisas durante a madrugada, sou apenas uma pessoa com sono.

Como não amar?

Nas últimas semanas, eu tenho andado bastante ansiosa com a minha viagem de férias. Vou viajar sozinha, vou ficar quase 20 dias fora de casa – já estou morrendo de saudades da Gata.

Prático

Já fiz aquele esquema de tirar fotos dos looks, para facilitar a arrumação da mala e a vida fora de casa – é horrível quando você passa uma vida olhando para as suas roupas na mala, mas não tem a menor ideia do que vestir.

Eu passei os meses antes de viajar pesquisando o que tem para fazer na cidade em que vou visitar. Fiz tanta pesquisa, que só de pensar em montar efetivamente um roteiro já me dá enjoo. Então eu vou no modo aleatório mesmo e vou torcer para dar tudo certo.

Além disso, como eu vou fazer um curso de língua estrangeira, estou partindo do princípio de que vou fazer vários amiguinhos e vou ter com quem passear. Essa minha espontaneidade brasileira tem hora que atrapalha.

Em meio a essa minha desorganização, eu acabei deixando muita coisa para as duas últimas semanas, e isso tem me tirado o sono. Nem tudo pode ser feito com muita antecedência: não dá para lavar as roupas 1 mês antes, ou fazer sobrancelha, ir à podóloga, etc. Algumas atividades são mesmo nas duas semanas que antecedem.

E eu como pessoa ansiosa que sou, fico pensando se vai dar tempo de fazer tudo, se eu não vou esquecer de levar algo muito importante ou se, por conta da minha falta de organização, vai faltar dinheiro, etc. São mil loucuras que se passam nessa cabecinha oca.

Olha que elegante.

Fora aquelas coisas que você postergou a vida inteira e agora fica martelando a sua cabeça, porque você vai viajar. Por exemplo, eu nunca me preocupei em comprar uma necessaire maneira ou aqueles potinhos menores para levar xampu, condicionador, etc, porque eu sempre peguei emprestado com a minha mãe. Me lembrei recentemente que talvez fosse interessante ter uma necessaire transparente para facilitar a vida no aeroporto e no universo das malas não despachadas. E, obviamente, não achei nenhum joguinho de necessaire e potinhos que me agradasse – ou tem potinhos de menos, ou o formato não é legal.

Lembrei de comprar um tapa olho, porque as fotos que vi do quarto que aluguei no Airbnb não tem cortina e eu sou uma pessoa que acorda com claridade. Já fiz uma pasta do Pinterest com o nome traveling cheia de dicas do que portar em longos voos e/ou longas conexões. Separei meu fone, carregador, livro, caneta, sudoku, listas do SpotifyRainy Mood, etc.

Enfim, já está tão claro tudo o que tenho que fazer, que tenho certeza de que vou esquecer algo óbvio do tipo calcinhas. Vamos torcer para o algo óbvio ser um par de chinelos, porque esquecer calcinhas parece bem grave.