Porque eu sou brasileira

A verdade é que a Dilma foi eleita e eu desaprovo a decisão dos tantos porcento de eleitores que tornaram esse resultado possível. Eu preciso encontrar uma nova nação para viver. O Brasil chegou ao fundo do poço. Não consigo ver momento pior no cenário político brasileiro desde que a democracia foi reestabelecida.

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Happiness Factory

Quando eu era criança e me imaginava já adulta, eu me imaginava casada e feliz. Bom, o casamento ainda será adiado uns anos, mas a felicidade cotidiana não seria nada ruim. Passamos a vida assistindo a comédias românticas e passamos a crer que a vida real possa ser mais ou menos parecida com a vida da telinha. WRONG! Se todo namorado que tive viesse correndo em direção aos meus braços a me dizer que me ama e que foi imbecil de não ter percebido isso antes, a esta altura eu deveria ter uns 3 maridos e uns 5 filhos, com certeza.
No momento, eu estou numa fase estranha da vida. Formada. Tentando vestibular – de novo. É muito decepcionante terminar um curso superior sabendo querer fazer algo completamente diferente e ter de começar tudo de novo. Mas se a minha vida fosse uma comédia romântica, o meu namorado/marido/melhoramigofuturonamorado me apoiaria dizendo que faríamos isso tudo dar certo, me sustentaria e eu teria uma vida feliz e cheia de flores. Bullshit. Na vida real, as pessoas me olham com feições de reprovação e ainda moro com meus pais porque a vida não é fácil.
Na verdade, isso tudo era pra dizer que… que eu não sei o quão feliz eu sou e, enquanto isso, tomo Coca-Cola todos os dias na esperança de que aquelas gotas de felicidade me tragam algo substancial. But there’s no such thing as a happiness formula.

Tédio!

Tédio! Ele gritou. Tédio! Não há nada a ser feito! Tédio. Se repetia. Tinha desejo de mudança, mas se encontrava preso na rotina. Confundia o tédio com a apatia. Não sabia se não tinha desejos ou se se cansara de desejar. Sabia que queria abandonar o ócio, mas não se movia. Apenas gritava repetidamente. Tédio! Quem sabe alguém o ouvia? Tédio. É o que dizia, cada vez mais alto. Até que riu-se. Riu de si mesmo – e ainda… gritava: Tédio! Como se encontrasse no tédio a alegria. Riu-se ainda mais, ainda a gritar, até que seu abdome se tornasse dolorido. E então o tédio passou. Ria-se tanto – desconhecia o motivo, se esquecera. No entanto, ria. Encontrou, finalmente o riso – deixara então para trás o tédio.