Tédio!

Tédio! Ele gritou. Tédio! Não há nada a ser feito! Tédio. Se repetia. Tinha desejo de mudança, mas se encontrava preso na rotina. Confundia o tédio com a apatia. Não sabia se não tinha desejos ou se se cansara de desejar. Sabia que queria abandonar o ócio, mas não se movia. Apenas gritava repetidamente. Tédio! Quem sabe alguém o ouvia? Tédio. É o que dizia, cada vez mais alto. Até que riu-se. Riu de si mesmo – e ainda… gritava: Tédio! Como se encontrasse no tédio a alegria. Riu-se ainda mais, ainda a gritar, até que seu abdome se tornasse dolorido. E então o tédio passou. Ria-se tanto – desconhecia o motivo, se esquecera. No entanto, ria. Encontrou, finalmente o riso – deixara então para trás o tédio.

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