turn yourself around

Depois de alguns dias de férias da faculdade e várias comédias romanticas assistidas e marcadas como ‘vi’ e ‘gostei’ no cinedica, eu preciso manifestar minha indignação. Não com o cinema hollywoodiano, mas com a vida. Parem e pensem: eu tenho 25 anos e não vou me casar com Fernando, o menino pelo qual eu era apaixonada no Jardim 2. Também não me casei com Igor, o menino pelo qual eu era apaixonada na 4ª série – embora já tenha sonhado, ainda naquela época, conosco fazendo estripulias quando mais velhos. Não vivi um conto de fadas com Tiago, meu primeiro namoradinho – aos 15 anos. Muito menos com Danilo, irmão de uma grande amiga, cuja família adoro e com a qual convivo até hoje – não seria perfeito? Depois disso veio o Eduardo que ainda adoraria me ter como namorada, embora bons 7 anos tenham se passado desde o término do namoro, mas que simplesmente não faz o meu tipo. Não consegui fazer com que Igor [2] deixasse de ser esquerdista e me amasse loucamente até o fim de sua vida, mesmo que ele ainda afirme que eu tenha sido a pessoa que ele mais amou na vida. Não me casei com Dusan, o eslovaco gatíssimo que me resgatou bêbada numa festa e me deu uma cama e um balde de presente e com o qual tive alguns encontros. Não me casei com Alexandre, o loiro, alto, de olhos verdes pelo qual me apaixonei ainda no ensino médio e que só vim a namorar anos mais tarde, quando já havia quase completado o meu ensino superior. Este também não veio em prantos até mim dizer que cresceu e está arrependido. Além disso, eu não me casei aos 24 anos, assim como minha irmã e minha cunhada. E não fugi para casar com meu amigo Fernando que atualmente mora no Pernambuco, mas que em breve estará de mudança para a Alemanha. Nenhum dos meus alunos me pediu em casamento e os meus amigos casados também não se divorciaram para casar comigo. O meu primo Tiago, gatíssimo, também não quis brincar de esquecer que somos primos para se casar comigo. O menino que tem namorada e disse, diversas vezes, estar em dúvida entre mim e ela também não me escolheu. Então, alguém pode me dizer o que há de errado?

[…] I think too much
I know this is wrong it’s a problem I’m dealing

[…] do I talk too much?

[…] Cuz there’s a little bit of something me
In everything in you

Let that city take you in,
Let that city spit you out,
Let that city take you down
God’s sake, turn around.

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One thought on “turn yourself around

  1. Não vou negar o grande carinho que ainda guardo por você e que me confunde o julgamento, mas você mesma já disse tantas vezes que eu gostaria de namorar com a minha idéia de você e não com você de verdade, que cheguei ao ponto em que concordei. Não vou explicar os pequenos detalhes que foram me abrindo os olhos pro Jot não vir aqui me chamar de recalcado, mas compreenda que eu não adoraria mais ter você como namorada.

    Quanto ao que está errado, eu acho que é a sua incapacidade de também largar as idéias fixas e encontrar felicidade em outro lugar além de onde você espera encontrá-la.

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