Rock in Rio

De todas aquelas coisas da lista Preciso Fazer Antes de Morrer, a que eu tinha certeza que jamais faria era ir ao Rock in Rio. Felizmente, eu estava equivocada.

Antes de continuar nesse assunto, quero acrescentar que a minha motivação maior para ir ao evento foi o Metallica. Que fique claro que, embora tenha existido a oportunidade de ir a shows do Metallica antes, eu só pude ir mesmo a esse. Primeiro porque anteriormente eu não tive grana e segundo porque um dos shows coincidiu com o casamento da minha irmã.

Continuando…

Eu soube do evento através da mailing list do Metallica. Antes disso, não sabia que haveria um Rock in Rio 2011 – muito menos que a atração principal do dia 25/09 seria o Metallica. Isso posto, anotei na minha agenda a data do início da venda dos ingressos, pois já havia decidido que minha presença seria certeira.
Passados alguns meses, e com a confirmação de grande parte das atrações, decidi que seria uma boa ideia ir ao RIR também no dia 24/09, pois haveria shows de Snow Patrol e Red Hot Chili Peppers. No entanto, isso não foi possível.
Eu não sei exatamente o que acontece no Brasil – e nem se isso ocorre apenas aqui, mas ingressos para eventos desse porte tendem a esgotar-se numa velocidade absurda. Por motivos irrelevantes, eu não possuo cartão de crédito, por isso, precisei pedir que alguém comprasse o ingresso para mim. Como a minha mãe era contra a minha ida ao RIR, tive de pedir ao meu irmão que quebrasse o meu galho. Devido a esse atraso, os ingressos do dia 24/09 se esgotaram, então comprei apenas para o dia 25/09 – Dia do Metal.
Esse foi um fato, na verdade, estranho. Afinal, a única banda confirmada para a data que realmente me interessava era o Metallica (não, eu não ganho $ a cada vez que escrevo Metallica nesse post). Mas… como eu escrevi acima, eu precisava ir a um show deles. Comprei o ingresso meio que sem saber com quem iria. Não importava, na verdade. Decidi ir com o Vitor, que é amigo meu e namorado de uma grande amiga.

Ficou definido, então que iríamos para o Rio de Janeiro um dia antes, a fim de que pudéssemos, talvez, aproveitar um pouco da noite carioca. Chegamos ao Rio exaustos e dormimos cedo – ok, o Vitor dormiu bem mais cedo – para recarregarmos as energias.
O trajeto para a Cidade do Rock foi extremamente tranquilo e regado a Vodka + Fanta laranja porque, né, cerveja no evento custava 7 dilmas e eu ainda não sou Engenheira. Era muita gente. Fila enorme. Logo na fila para o ônibus, no terminal da Alvorada, eu encontrei uma pessoa de Vitória, o Beto. Oi? Que VIX é um ovo eu já sabia, mas o Rio também?
Desci do ônibus já perto[?] da Cidade do Rock e me pus a andar. Sério. 100 mil pessoas no lugar e eu ainda consegui encontrar, ainda na fila de entrada, os meninos da Mata Virgem. Qual é a probabilidade?

Dentro da Cidade do Rock é tudo muito bonitinho. Muitos banheiros, todos limpos. Minto. Encontrei um banheiro que não tinha água e estava bem insuportável. Vários Bob’s – com filas enormes. Uma praça de alimentação lo-ta-da. Bebedouros, que nos fizeram economizar uma grana com água. Dois palcos, o Sunset e o Mundo. O piso era de grama sintética em alguns pontos e de bloquete em outros. O local bem fresco – venta bastante, então ninguém sente calor – ou quase ninguém.

O único show que assisti no Palco Sunset foi o do Angra. Não gosto de Angra, mas posso garantir que o som estava muito baixo. O ponto alto do show foram as músicas com participação da Tarja Turunen, ex-vocalista do Nightwish.  A organização errou ao colocar o Sepultura nesse palco. Uma banda com tal qualidade e  respeito deveria ser atração do Palco Mundo. Sem contar que problemas no som fizeram com que o show do Sepultura atrasasse cerca de uma hora – tempo que usei para comprar minhas pizzas na Domino’s e que custaram $12 cada. Isso fez com que a primeira atração do palco principal e o Sepultura tocassem ao mesmo tempo. E… que raios de bandas a organização escolheu para abrir o Palco Mundo, hein?

Estômago devidamente forrado, eu me organizei para assistir ao show do Motörhead. Não sem antes contactar meus amigos que estavam no show. Ir para o meio da muvuca com apenas um amigo sendo eu uma pessoa que mede apenas 1,57m é meio complicado. Pessoas todas agregadas, fomos curtir o show. O som estava baixo, mas a banda é realmente boa e animada, então conseguimos curtir bastante.  Aproveitamos quase metade do show do Slipknot para nos reabastecer de cerveja e descansar um pouco sentados na linda grama sintética.
Não tenho como elogiar mais o público. Ninguém empurrando ninguém, ninguém pisando em ninguém. Cada um no seu quadrado. Não tinha nem mesmo gente chegando em alguém. Ou eu sou muito sem graça mesmo e ninguém me achou interessante. Embora eu tenha avistado uns 10 casais que, definitivamente, deveriam se trancar entre quatro paredes. Ah! E nem isso faltou, digo, nem camisinha faltou. Houve distribuição de camisinhas durante o evento. Afinal, nunca se sabe, né?

Pés devidamente poupados, nos dirigimos para o ponto mais próximo que conseguimos do palco, afinal, o início do show do Metallica estava próximo e isso eu realmente não queria perder. Posso garantir que dinheiro não foi poupado na produção. Tudo muito bem trabalhado e coordenado. O som estava mara – minha calça chegava a tremer a cada nota nova emitida pelo baixo, eu juro. Bom, meus amigos não puderam me colocar no ombro, porque eu atrapalhava o restante dos fãs a ver, mas fiquei de cadeirinha diversas vezes e vi muita coisa do show. A setlist estava sensacional, mas o bis deixou um pouco a desejar. Embora eu deva concordar que encerrar o show com  Seek and Destroy cantado pelo público é algo realmente impagável. A baladinha escolhida para a noite foi One – o que foi aquilo? – minhas palavras, ao ouvir a introdução, foram “Ok, Vitor, posso morrer depois que acabar. Nem ligo”.  O show durou cerca de duas horas e meia. Posso dizer que foi enorme para um show de festival. Meus pés, no fim da noite – ou do dia -, já nem existiam e meu joelho gritava por socorro.

Confesso que só entendi mesmo que estava no Rock in Rio quando entrei no meio da multidão para assistir ao show do Motörhead. Acho que antes ainda estava passeando pelos espaços vazios. Como não cheguei muito cedo, não desfrutei da área onde tocava Jazz e nem do parque de diversões, mas não conheço pessoas que tenham usufruido dessas áreas. A tenda eletrônica estava animadíssima, mas eu não verifiquei de perto, pois o cansaço não permitia. Adoraria ter ido mais um dia, para poder conferir todas essas coisas, mas… Enfim, espero poder ir a um outro festival de tal magnitude em breve. Dessa vez sem Cláudia Leite, né?

então…

Para aqueles que sempre esquecem o endereço do meu blog (né, Nandoka?) e também para aqueles que não me seguem no twitter (né, Fábio?), há uma solução: coloquei RSS nesse treco. Vamos ver se agora vocês me leem com mais frequência. Beijos

you do have to

Today I got home and that was the song that I couldn’t stop singing. Das ist ein Ohrwurm. And I might add that maybe it’s not you who has to let linger. But still…

°°

Linger
Hogan, Noel; O’Riordan, Dolores Mary;

If you, if you could return
Don’t let it burn, don’t let it fade
I’m sure I’m not being rude
But it’s just your attitude
It’s tearing me apart
It’s ruining everything

I swore, I swore I would be true
And honey so did you
So why you were you holding her hand?
Is that the way we stand?
Were you lying all the time?
Was it just a game to you?

But I’m in so deep, you know I’m such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to
Do you have to let it linger

Oh, I thought the world of you
I thought nothing could go wrong
But I was wrong, I was wrong

If you, if you could get by
Trying not to lie
Things wouldn’t be so confused
And I wouldn’t feel so used
But you always really knew
I just wanna be with you

And I’m in so deep, you know I’m such a fool for you
You got me wrapped around your finger
Do you have to let it linger
Do you have to, do you have to
Do you have to let it linger

°°
There’s this thing about relationships and it happens now and then. People are not always that into it as we might believe. And we might be so deep into it we don’t even know. We don’t even know.

só acontece comigo mesmo

Meu dia tinha começado muito bem. Acordei, tomei café da manhã, fui para a faculdade. Até bem na prova eu [acho que] fui – e olha que era prova de Cálculo II!

Bom, saí da faculdade e fui abastecer o fusca, pois ainda precisava ir ao banco. Cheguei ao posto e havia uma fila enorme. Não entendi o que estava acontecendo. “Revivendo os anos 90?”, eu me perguntei. Quando chegou a minha vez, chegou também a notícia: a gasolina havia acabado, mas voltaria em 10 minutos. Entre ir a outro posto ou esperar, resolvi esperar. “Ok, não vou chegar ao banco antes das 10h”.
Horas depois descobri que os navios que trazem o combustível não haviam conseguido atracar no belíssimo Porto de Vitória e estava faltando gasolina em diversos postos.

Meio de locomoção devidamente abastecido, me dirigi ao banco. Milhões de minutos de espera e, Oba!, tenho meu salário em mãos! Já estava perto da hora do almoço e então liguei para a minha amiga Marina e decidimos almoçar juntas. Ok. Cheguei muito cedo e tive que esperar. Estacionei o fusca no sol. Meu desejo de almoçar no McDonald’s foi vetado. Crise superada.
Almoçamos, colocamos as fofocas todas em dia e eu resolvi vir para casa. Já avisei que a bateria do meu celular acabou assim que encontrei a minha amiga? Pois é, acabou nessa hora.

Entrei no carro e me pus no caminho de casa. Por pouco tempo. Eu havia notado, há alguns instantes, que a manete da marcha estava meio… estranha? Pois é, quando tentei engatar a primeira para sair do sinal, a manete veio na minha mão. Juro! Quebrou!
Depois de alguns instantes decidindo se ria da situação ou tentava empurrar o carro, optei por empurrar o carro. Afinal, a sinfonia de buzinas estava já um pouco nervosa. Se as pessoas soubessem que, se buzina fizesse alguém andar, o Chacrinha seria apresentador do Teleton… (Citando o meu querido amigo Vitor Rigoni, nesse momento).

Esperaí! A bateria do meu celular tinha acabado, lembra? Pois é… deixei o carro em cima da calçada e andei até o orelhão mais próximo. “Alô? Mãe…”. Depois que minha mãe chegou, consegui ligar para o mecânico, pedir um guincho e menos de 30 minutos depois eu já estava na oficina. Acho que o meu pseudocarro passará alguns dias dormindo fora de casa, mas será por uma boa causa…

Feliz feriado de 07 de setembro para vocês.

miau

Voltei eu de BH para Vix e desembarquei no puxadinho do aeroporto. E eu vi uma coisa nova: um gato voltando com as malas! Tadinho, estava mega nervoso depois da viagem, não parava de miar. Mas o engraçado é que perto do gato veio uma caixa de papelão e uma funcionária da Gol se virou para a dona do gato e disse: “Nossa. Achei que fosse a caixa de papelão que estivesse miando. Já estava pensando: meu deus! colocaram um gato dentro da caixa! que maldade!”.