Calm down, the year is almost over

Aquele momento em que você deseja ter tomado decisões diferentes, mas não deve voltar atrás. Até porque é algo que você deseja fazer – e está gostando.
O chato é que, quando eu tomei essa decisão, eu sabia que fatalmente encontraria alguns fantasmas pelo caminho. Só não achei que esses fantasmas assombrariam a Ufes em pleno 23 de dezembro. Oi? Você não deveria curtir suas férias?
E pensar que toda aquela felicidade de pensar “Gott sei danke – es ist Freitag!” se foi. Hey, hon, relax, it’s friday – o ano praticamente acabou. Preciso aprender a conviver com os fantasmas do passado. Afinal, a menos que eles tornem a viver, a tendência é de que continuem a me assombrar…

°°

Last Friday night
We danced on tabletops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot

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É possível?

Seis da manhã. Acordei. Me arrumei. Fui à faculdade. Prova final de cálculo 2. Passam-se 10 minutos de prova. Professor: “Manoela, você pode ir embora para casa. Não precisa fazer a prova”. Sério? Digo T_T SÉRIO? Sim, sério. Ok. Tomei café da manhã. Vim para casa. Assisti à metade da temporada de Avatar. Senti fome. Cadê a comida que deixei pronta ontem? Mamãe comeu. Hm. Ok, vou comer biscoito. Assisti ao restante da primeira temporada de Avatar. Secretária da escola me liga. Meu aluno não poderia fazer aula. Remarca para amanhã. Saí de casa. Peguei trânsito. Me atrasei para buscar  Majimbuu. Busquei-o. Busquei meu ingresso para o David Guetta. Lanchei. Me atrasei. Deixei Majimbuu em casa. Fui para o CT. Não sabia onde era a reunião. Cheguei atrasada na reunião. Ahm… Entrei na sala de reunião. Percebi que algo faltava. Procurei pela chave do carro. Não encontrei. Virei a bolsa do avesso. Ainda não encontrei. Fui até o carro. Encontrei a chave na ignição. Carro trancado. Assisti ao restante da reunião. Pedi à minha mãe que me buscasse. Tentei arrombar meu carro. Não consegui. Carro ficou no CT. Vim para casa. Amanhã busco o carro. Não encontro a chave reserva.

these teenage lips, they speak too fast

Esta semana eu recebi um e-mail dos meus amigos da época do CEFET-ES dizendo que, recentemente, completaram-se 11 anos da data da nossa prova para ingresso na instituição supracitada. Na época, eu tinha apenas 14 anos e não tinha ideia do que seria estudar naquele lugar.
Bom, depois de uma infância e parte da adolescência marcadas pelo excesso de timidez, posso dizer que aquela escola me mudou – para sempre. Pela segunda vez eu me matriculara numa escola na qual meus irmãos não haviam estudado. Era tudo muito novo e eu não podia contar com eles para me ‘salvar’ da timidez. Foi quando decidi guardar a timidez numa caixinha e coloquei a cara no mundo e conheci gente. A timidez ficou bem guardada para momentos como apresentações de trabalho e, mais tarde, para as minhas primeiras experiências na sala de aula.

Conheci gente demais, acho. Gente que hoje nem sei o nome, mas que me para na rua e me pergunta como estou e o que faço da vida. Os meus amigos – a minha gangue, como costumo dizer – são meus amigos até hoje. Alguns mais próximos, outros menos próximos. Mas já não era assim ainda naquela época?

Lembro de aulas matadas e provas feitas em grupo e… faria tudo de novo. Bem… talvez estudasse um pouco mais, eu tinha vergonha de pedir ajuda. Aulas matadas na Praia de Camburi, regadas a vinho e violão. Nossa, como éramos péssimos nisso. Passes escolares trocados por dinheiro bem gasto em churros e McDonald’s… E as festinhas na casa de Pedro? Ê saudade!

Foi no CEFET-ES também que conheci os garotos que se tornaram, mais tarde, meus namorados. Bem, quanto a essas escolhas prefiro não comentar… E foi no CEFET-ES que conheci tantas outras coisas. Foi onde aprendi a jogar truco apostado, onde descobri que, definitivamente, não nasci para jogar xadrez e, acreditem, onde aprendi que fazer provas de saia garantem maior nota na pauta.

Foi nessa época que aprendi que ter sentimentos e, principalmente, mostrá-los pode ser algo perigoso. Foi quando aprendi a curtir a vida.

°°

I remember the time when I was in love with every single guy who would be shy around me. I remember when I would hide my face and pretend I didn’t care. In the end I stopped caring – until I kissed that guy. Then it all changed and I started caring too much. How do I turn it off?

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Have you ever seen the light?
Don’t you wonder where I hide?
I will live, then I will die
I will keep you on my mind