papel, lápis e borracha

Eu odeio pauta azul. Só compro caderno de pauta cinza. Talvez tenha alguma relação com escrever apenas de lápis. Não escrevo à caneta.
Certa vez me disseram “escrevo à caneta para não correr o risco de querer voltar atrás”. Talvez não faça diferença para mim: escrevo com tanta força, que machuco o papel – fica marcado para sempre.

Minhas aulas começaram hoje e, como sempre, eu estava sem caderno. Não sei precisar o motivo, mas tenho uma tendência incrível a esquecer de comprar caderno antes do início das aulas. Fui à papelaria. Me indispus. Por que raios é tão difícil encontrar um caderno bonito e de pautas cinza? Não sei. Continuo sem caderno. Terei de ir a outra papelaria.

Além disso, a faculdade vem me impedindo o sono. Tenho tido insônias terríveis. Odeio ser injustiçada. Ninguém gosta, eu sei, mas… enfim. É isso.

Certo dia estava eu a conversar com um grande amigo e, outrora, amante, e chegamos a um ponto curioso da minha personalidade. Conversávamos sobre família, amigos, filhos, etc. E é um fato que não só eu, mas a maioria dos que me cercam, conseguem me ver adulta e madura, com um catarrento acoplado ao corpo, mas poucos são aqueles que conseguem me ver com um marido acoplado ao dedo.

E eu tenho mesmo vontade de ter um filho, acho. Daqui uns anos, porque agora meu foco está nos estudos e família vai ter que ficar mais para tarde. E esse meu amigo me disse que me vê mãe de filho de um amigo, um grande amigo. E a verdade é que teria, com prazer, filho de um dos meus mari…amigos.

A questão é que guardo tanto espaço para os meus amigos na minha vida e os amo tão intensamente… será que eu deixo espaço para um companheiro? Ou será o meu eterno companheiro aquele que, hoje, habita terras do outro lado do atlântico?

nothing’s as it seems

Este período eu consegui cagar tudo e ficar de prova final nas seis matérias que cursei. Além de muito trabalho, sono intenso e farra, ainda passei por um perrengue na fudesa que meu coordenador não quis resolver. Ok. A vida continua.

Hoje fiz minha prova final de Cálculo 3. Em 50 minutos. Bom, quem me conhece sabe que esse é meu tempo médio de prova – normalmente sou a primeira a sair da sala. Entreguei a prova.

— Você foi mal na última prova porque fez muito rápido – disse a querida professora Olga Helena – Tem certeza de que não quer ficar mais um pouco com ela?
— Mas eu já revisei ela toda!!!
— Ah… então… você quem sabe…!

Tirei 6,9. E passei! Yay.