Enxerga aquele que sabe ver

E é verdade. Eis que estava eu, hoje, na padaria, comprando porcarias felizes que alimentam, quando chega uma senhora completamente desconhecida e o seguinte diálogo ocorre:
Ela: Você tem as feições tão parecidas com as de uma amiga da minha filha… você não seria, talvez, parente dela?
Eu: o_O
Ela: Amanda Fa…..? [não me recordo mais o sobrenome]
Eu: Não…
Ela: Você é tão parecida… Você… é que você é tão parecida… Você é, por acaso, descendente de angolanos?
Nesse momento, meu coração deu uma travadinha e aí…
Eu: Na verdade, sim. Minha mãe é angolana.
Ela: Ah! Sabia… essa cor de olho e formato de rosto…! 

Enfim, primeira vez na vida em que sou parada na rua por ser filha de luso-angolana. Entendi nada, mas achei curioso.

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a cena onde eu possa brilhar

Eu quero a vida de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar

Eu, quando muito nova, era uma daquelas crianças que senta na primeira carteira e só tira nota alta. No fim das contas, acho que aquilo tudo era muito fácil mesmo, porque eu sempre fui preguiçosa com os estudos. Sempre odiei fazer dever de casa ou ter que sentar a qualquer hora do dia para estudar. Sempre achei que prestar atenção às aulas era mais útil – e me bastava.

Com o passar dos anos e o surgimento de outros interesses, a coisa mudou um pouco de figura. Ou melhor, as notas registradas no meu boletim mudaram um bocado. Aliás, passaram por mudanças graduais até que deixaram de alcançar as médias e eu terminei reprovando em três matérias no 2º ano do Ensino Médio.

Por consequência de algumas crises pessoais e algumas outras familiares, acabei me perdendo em meio à resposta da pergunta O que você quer ser quando crescer? e terminei por me formar em Letras Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo. Foi como voltar para o primário. Primeiro, porque as aulas eram, em sua maioria, divertidas. Segundo, porque, via de regra, as aulas me eram suficientes e o tempo gasto produzindo alguma coisa foi irrisório.

Depois de um tempo na graduação de Letras, eu percebi que me faltava alguma coisa – ou algumas coisas. E comecei a me questionar sobre o que de fato eu estava fazendo e como eu queria continuar a viver. Ok, ficou um pouco profundo demais. Já no final do curso, eu decidi fazer uma viagem para a Europa, vivi um ano na Alemanha, ocasião na qual pude aperfeiçoar meu alemão.

Antes mesmo de decidir viajar para a Alemanha, eu já me havia decidido por mudar de área, cursar engenharia. Pensando nisso, eu busquei terminar a minha graduação o mais rápido possível e comecei a pesquisar instituições nas quais eu poderia fazer esse curso na cidade onde moro. Afinal, depois de tanto tempo afastada do Ensino Médio e do contato com o raciocínio lógico, era de se esperar que ser aprovada num vestibular de exatas fosse algo complicado – e foi. Terminei por começar meu curso numa particular.

Ainda estudante de engenharia e cheia de expectativas, já troquei de área dentro da Engenharia (saí da Civil e fui para Mecânica) e continuo com brilho nos olhos quando penso no que virá pela frente. Confesso que há momentos em que me canso e só quero saber de dormir e viver às custas dos outros, mas esse é um sentimento que passa rapidamente.

Enfim, hora de parar de escrever no blog e estudar.
Por hoje é só, pessoal.

“muito bonitinha essa música”

Disse o Caetano Veloso numa gravação ao vivo e, se não me engano, a mais conhecida de Sozinho. Aliás, a música é, de fato, muito bonitinha. E concordo muito que quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.

Mas esse post não é sobre o amor, nem sobre cuidados. Ok, talvez seja sobre cuidados. Porque eu digo que amo cada um dos meus amigos e cuido deles como gosto que cuidem de mim.

Hoje, um conhecido meu me veio todo cheio de dedos me pedir para revisar um texto dele. Muito interessante a ideia, por sinal. No texto ele comenta sobre questionamentos que fazíamos quando éramos crianças, mas que já não fazemos mais. Comenta também sobre a falta de importância que certos adultos dão a esses questionamentos que, tanto eu, quanto ele, julgamos tão importantes.
Revisei o texto – com prazer, eu diria. E, após enviar a ele a correção, ele disse tá lindo. Fiquei mesmo toda boba!