milk

Eu assisti Milk. Um ótimo filme. Estrelado por ninguém menos importante que Sean Penn, o filme conta parte da vida de Harvey Milk – o primeiro homem abertamente gay a assumir um cargo público nos Estados Unidos. Isso aconteceu no fim da década de 1970.

Naquela época, nos EUA, houve uma febre religiosa e tudo era considerado imoral e anticristão. Então as autoridades tinham o poder de perseguir pessoas por conta de sua orientação sexual. Na verdade, se formos pensar, não é muito diferente do que nossos políticos evangélicos fazem, atualmente, no Brasil.

De qualquer forma, o filme mostra uma movimentação bem interessante. Essa coisa de se criar uma cena gay em determinado lugar e etc. E, depois de assistir o filme, eu notei como as pessoas se confinam em determinados ambientes. Algo do tipo “vou para tal lugar, porque lá me aceitam como eu sou”. E isso é extremamente triste.

Durante o filme, um aspecto da declaração de independência estadunidense é apontado:
We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.
Essa questão me pareceu bem plausível de ser apontada porque, no fim das contas, todas as criaturas são realmente iguais perante a lei. Então eles alegam que se certos direitos fossem vetados a cidadãos saídos do armário, então esses direitos estariam sendo vetados a todos. Genial.

Enfim, gostei do filme. É bem bacana – velho, eu sei -, mas é tão atual quanto pode ser.

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