Querido diário,

Hoje eu recebi a minha primeira ameaça de morte no trânsito.

Depois que passarem as provas, eu volto e explico o que aconteceu.

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um tatu?!

Eu bem deveria estar com a cara pregada no livro ou caderno, mas resolvi dar um passeio pelo twitter e me deparei com a seguinte matéria:

Operação BME: sete presos, armas, drogas e um tatu apreendido

Logo me perguntei “UM TATU?!?!?!?!” e, obviamente, cliquei no link (recomendo) e li a bendita(?) matéria. Fiquem atentos aos highlights:

Ao entrar na casa, a polícia apreendeu nove armas de fogo (quatro revólveres calibre 38, duas espingardas calibre 44, uma espingarda de fabricação caseira, uma pistola calibre 765, e uma pistola calibre 32), três coletes à prova de balas, uma algema, quatro toucas ninja, drogas (14 papelotes de cocaína, 13 pedras de crack e 31 buchas de maconha), cartuchos de bala de outros calibres e um tatu.

“Eles foram detidos por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. O Wendel ainda vai responder por processo judicial quanto à carne de tatu encontrada, que gera em crime inafiançável”, explica Reis.

Aí eu me pergunto: os caras tinham revólveres, espingardas, pó, crack, colete a prova de balas e a porra da carne de tatu configura crime inafiançável?!?! Pelamordedeus!!!

Lollapalooza

Estava demorando para eu escrever um texto sobre minhas experiências no Lolla deste ano. Dos três dias de festival, eu estive presente em dois: sábado e domingo.

Tudo começou, ainda no ano passado, quando meu irmão [finalmente] animou de ir a um festival comigo. Então me pus a virar a noite na tentativa de comprar nossos ingressos. Ingressos comprados, o próximo passo foi, também no ano passado, comprar passagens aéreas. Consegui por um preço razoável – comprei.

Quando virou o ano, comecei a pedir que meu irmão reservasse o hotel – coisa que ele não fez. O hotel foi reservado na semana do evento. Reservei na segunda, cheguei na sexta. O hotel no qual me hospedei se chama Go Inn e fica em Jaguaré – um lugar esquisito em que não há coisa alguma, mas perto do Jockey.

Depois de uma visita à Paulista e à Augusta com amigos de Vitória e de SP na  sexta-feira, aprendi tudo sobre o transporte público de São Paulo e trens e metrôs se tornaram banalidades na minha vida. Essencial visto que a ideia era gastar pouco e ir e voltar de táxi não me pareceu ser o meio de transporte mais barato.

Bom, como todo mundo já está cansado de saber, tinha lama para tudo quanto é lado. Que fique claro: o festival ocorre a céu aberto, ou seja, se chover, vai molhar; o evento acontece no Jockey Club de São Paulo, ou seja, não há calçamento – é terra – e onde há terra molhada, há lama. Ninguém me enganou e não me senti prejudicada em momento algum. Claro que pedi, com carinho, a São Pedro que não chovesse nos dias que seguiram – e fui pacientemente ouvida e atendida.

Infelizmente, ao chegar ao evento no sábado, precisamos retirar ingressos de um rapaz – o que demorou algum tempo. Não demorou tanto tempo assim, mas também não chegamos cedo. Eu sempre prefiro fugir da multidão que chega logo no início – é meio brutal e cansativo. Como ainda havia muita lama, sentar era algo meio complicado, o que tornou o evento um pouco mais cansativo.

Ao sair do show do Franz Ferdinand para a apresentação do Queens of The Stone Age, eu me perdi do meu irmão. Depois de passar metade do show chorando (meu irmão não sabia voltar para o hotel e a bateria do meu celular estava acabando), um carioca gente boa (sim, eles existem) me socorreu e me ajudou a encontrar o meu objeto perdido.

Diferente do ano passado, os celulares funcionaram este ano. Funcionaram mal, mas funcionaram. Foi, inclusive, possível encontrar amiguinhos através do mesmo (e meu irmão também).

O domingo foi o dia que mais curti. Depois de almoçar na Paulista, fomos direto para o Lollapalooza. Lá, encontrei logo no início, o Diogo e aproveitei para assistir a um show sentada na canga, porque, né, tinha muita coisa pela frente ainda. Os melhores shows da noite e, na minha opinião, do festival, aconteceram nesse dia: The Hives, tocaram de casaca (coisa mais linda) e levantaram o público totalmente (tirando os chatos que estavam ali só marcando lugar pro Pearl Jam); Planet Hemp, que mostrou que os anos passados não tornaram as suas músicas menos atuais e nos proporcionou um mosh maravilhoso; e Pearl Jam, que finalizou o festival com categoria e ainda tocaram Better Man.

Por motivo de manutenção de linhas, a estação na qual eu pegaria o trem para retornar ao hotel estava fechada. Então tivemos que pegar um táxi para o hotel. Bom, nos livramos com facilidade de taxistas safados querendo cobrar preços exorbitantes pela corrida e chegamos sãos ao hotel.

Infelizmente, não conseguimos descansar muito porque meu voo era às 6h10 e precisamos sair ainda de madrugada. Devido a problemas meteorológicos, eu só consegui chegar em Vitória na hora do almoço, mas tudo bem. Tirei o dia de folga e comecei a vida de novo na terça-feira.

Mais uma reclamação sobre a MOTOROLA

No dia 17 de janeiro de 2013, eu procurei o PROCON estadual do Espírito Santo para notificar a MOTOROLA a respeito de um problema que tive com meu celular.

Este, parou de funcionar no dia 08 de dezembro de 2012, foi encaminhado para a assistência técnica e retornou, 30 dias depois, com três novos defeitos.

Entrei em contato, primeiramente, com a assistência técnica da MOTOROLA, a fim de que me fosse dada uma solução diferente da mais fácil: esperar mais 30 dias pelo novo conserto do meu aparelho. A MOTOROLA não me ofereceu qualquer outra solução, então procurei o PROCON.

Ao chegar ao PROCON, fui informada de que meu celular não deveria ter sido consertado, e sim trocado, pois o mesmo se encontrava na garantia. E então foi feita uma notificação às empresas TIM e MOTOROLA – meu celular havia sido comprado numa loja TIM. O prazo para resposta era de 15 dias – que aguardei pacientemente.

A TIM me contactou rapidamente e me ofereceu uma fatura gratuita e duas prestações do aparelho me foram isentadas. Achei uma boa medida, visto que o erro não havia partido dessa empresa, mas de outra.

A MOTOROLA entrou em contato comigo, mas não me ofereceu qualquer solução e, quando pedi um telefone para entrar em contato com eles de novo, me disseram que tornariam a entrar em contato comigo no mesmo dia – o que não ocorreu.

Ao fim dos 15 dias de prazo, eu tornei a procurar o PROCON, pois as empresas supracitadas poderiam ter enviado respostas diretamente ao PROCON, sem entrar em contato direto com o consumidor. Ainda não havia qualquer manifestação por parte da MOTOROLA. Foi então marcada uma audiência para o dia 01 de abril de 2013.

Sete dias úteis antes da audiência, a MOTOROLA ligou para a minha casa oferecendo um celular conhecido como ATRIX, que eu não aceitei. Me ofereceu, então, um celular conhecido como RAZR MAXX, que eu aceitei: melhor e mais moderno. Então, a MOTOROLA me informou que me daria a confirmação em sete dias úteis.

Confesso que, de imediato, não entendi o que estava acontecendo. Mas não faz o menor sentido a empresa me oferecer um aparelho sem a confirmação sobre o real recebimento do mesmo. Ora, se me ligou para me oferecer e eu aceitei, o aparelho deveria ter sido enviado por SEDEX no mesmo instante.

Eu não pude comparecer à audiência devido a problemas meteorológicos e falta de compromisso da empresa aérea, mas essa é outra questão. Como a nota fiscal está no nome da minha mãe, pedi que ela comparecesse à audiência no meu lugar. Na audiência, foi oferecido o RAZR MAXX, que foi, novamente, aceito. No entanto, a MOTOROLA se deu um prazo de 20 dias úteis para me entregar o aparelho.

Vamos fazer contas: meu celular foi comprado no dia 20 de janeiro de 2012; ele parou de funcionar no dia 08 de dezembro de 2012 e foi entregue à assistência técnica no dia 11 de dezembro de 2012 (três dias depois); no dia 16 de janeiro de 2013, ele foi devolvido à assistência técnica; no dia 17 de janeiro de 2013, eu dei entrada no processo via PROCON ES; minha audiência foi marcada para o dia 01 de abril de 2013, na qual a MOTOROLA me pediu 20 dias ÚTEIS para me entregar meu aparelho; ou seja, se somarão CINCO MESES SEM CELULAR.

Pergunto se isso é ou não absurdo. Eu paguei por um bem que não posso usufruir.

1º de abril

Não. Este post não é uma pegadinha. E já começo falando isso porque meus amigos conhecem meu hábito de pregar peças nesta data. E eu sei pegar pesado.

Bom, como eu comentei com alguns amigos, estava marcada, hoje pela manhã, uma audiência de conciliação entre mim, a Motorola e a Tim. Para os que não sabem, segue um relato:

Ano passado, eu comprei um celular Motorola na loja da Tim – o modelo é conhecido como Defy+. Em menos de um ano de uso, meu aparelho começou a apresentar problemas num dos poucos botões que o aparelho possui: o que faz a tela acender. Se você já usou um smartphone alguma vez na vida, você deve entender que existem duas coisas extremamente importantes em um: o botão supracitado e uma touchscreen que funcione.
Bom, no dia 08 de dezembro de 2012, meu celular super aqueceu sozinho e a bateria parou de receber carga. Fiz o que qualquer pessoa teria feito: procurei a assistência técnica Motorola. Em 30 dias me devolveram meu aparelho, no entanto, o mesmo apresentava problemas distintos dos apresentados previamente. Liguei para a empresa afim de fazer uma reclamação e pedir que me dessem uma solução que não me levasse a passar mais um mês sem meu aparelho. Não fui atendida: levei meu celular novamente para a assistência técnica. Nesse ponto, eu entrei em contato com o PROCON ES, que me orientou maravilhosamente: como meu celular ainda se encontrava na garantia, deveria ter sido substituído por um novo, e não consertado.
Dessa forma, o PROCON notificou as empresas Tim e Motorola, a fim de que, em 15 dias, me fosse dada uma solução para o problema. A TIM me aliviou de duas prestações da compra do aparelho e me abateu a conta do mês de janeiro. A MOTOROLA me procurou, mas não me ofereceu solução.
Ao final do prazo, procurei novamente o PROCON ES, que marcou uma audiência conciliatória no dia 1º de abril. Cheguei a questionar a data, não só pelas piadinhas, mas também pelo tempo em que eu já me encontrava sem meu aparelho e sem qualquer solução. Afinal, os 15 dias de prazo tiveram fim em fevereiro. Questionei qual deveria ser minha atitude caso alguma das empresas tornasse a me procurar com alguma solução e me informaram que, se fosse de interesse meu, eu poderia aceitar as soluções ofertadas.
Duas semanas antes da minha audiência, a MOTOROLA me ofereceu um celular conhecido como Razr Maxx – muito melhor, mais novo, moderno e gigante. Eu odeio celular grande e, que fique claro, a minha escolha pelo Defy+ foi pela resitência à água. Eu decidi aceitar a proposta da Motorola porque (a) smartphone faz falta na minha vida e (b) já estava cansada dessa história. A empresa disse, então, que eu deveria esperar um prazo de SETE DIAS ÚTEIS para obter uma RESPOSTA sobre a execução ou não dessa proposta. OI? A EMPRESA ME OFERECE UM APARELHO SEM A GARANTIA DE QUE PODERÁ ME ENTREGÁ-LO? Ou eu tenho uma visão muito errada das coisas, ou tem algo muito errado com o mundo.

Isso foi tudo o que aconteceu ANTES da audiência. Agora segue o relato do DIA DA AUDIÊNCIA:

Bem, eu estive em São Paulo no fim de semana anterior ao de minha audiência. Deveria ter chegado em Vitória antes da audiência acontecer, mas por questões meteorológicas e de falta de boa vontade da Gol – Linhas Aéreas Inteligentes, eu só cheguei em Vitória cerca de 02 horas depois do início da mesma. Que fique claro: eu informei a todos os funcionários que eu precisava chegar ao meu destino no horário previsto devido à uma audiência.
Como as notas fiscais estavam no nome da minha mãe, ela era considerada, pelo PROCON, consumidora, então pedi que ela fosse à audiência em meu lugar. No entanto, todos vocês devem saber o que é participar de uma audiência sem ter participado de todos os processos anteriores a ela.
Como eu já a havia informado, a Motorola ofereceu um aparelho mais novo e mais caro e a Tim, como feito previamente, tirou o corpo fora. Minha mãe aceitou, então, a oferta da Motorola. E o argumento foi exatamente o do preço “O Razr Maxx é mais caro que o Defy+“. Não juro, porque eu não estava lá, mas é o que me foi relatado pela minha mãe – então eu acredito.
Ao questionar sobre o prazo para cumprimento da proposta, a MOTOROLA deu o prazo de VINTE DIAS ÚTEIS. E, quando questionado, o PROCON ES informou que esse tipo de reclamação deve ser feito na justiça comum.

Em suma: em até 20 dias úteis, eu terei um celular fodão; o PROCON, que deveria me defender, delega funções a outros órgãos; a TIM tentou se livrar da responsabilidade a todo custo – e conseguiu; e a MOTOROLA se mostrou completamente displicente com o consumidor – eu, você, sua irmã e todos aqueles que compram aparelhos dessa empresa e que dão vida às suas engrenagens.

Venho relatar meu total desapontamento com a TIM e a MOTOROLA e também meu descontentamento parcial com o  PROCON ES, que poderia, pelo menos, ter tentado acelerar esse processo. Mais 20 dias, caramba?