1º de abril

Não. Este post não é uma pegadinha. E já começo falando isso porque meus amigos conhecem meu hábito de pregar peças nesta data. E eu sei pegar pesado.

Bom, como eu comentei com alguns amigos, estava marcada, hoje pela manhã, uma audiência de conciliação entre mim, a Motorola e a Tim. Para os que não sabem, segue um relato:

Ano passado, eu comprei um celular Motorola na loja da Tim – o modelo é conhecido como Defy+. Em menos de um ano de uso, meu aparelho começou a apresentar problemas num dos poucos botões que o aparelho possui: o que faz a tela acender. Se você já usou um smartphone alguma vez na vida, você deve entender que existem duas coisas extremamente importantes em um: o botão supracitado e uma touchscreen que funcione.
Bom, no dia 08 de dezembro de 2012, meu celular super aqueceu sozinho e a bateria parou de receber carga. Fiz o que qualquer pessoa teria feito: procurei a assistência técnica Motorola. Em 30 dias me devolveram meu aparelho, no entanto, o mesmo apresentava problemas distintos dos apresentados previamente. Liguei para a empresa afim de fazer uma reclamação e pedir que me dessem uma solução que não me levasse a passar mais um mês sem meu aparelho. Não fui atendida: levei meu celular novamente para a assistência técnica. Nesse ponto, eu entrei em contato com o PROCON ES, que me orientou maravilhosamente: como meu celular ainda se encontrava na garantia, deveria ter sido substituído por um novo, e não consertado.
Dessa forma, o PROCON notificou as empresas Tim e Motorola, a fim de que, em 15 dias, me fosse dada uma solução para o problema. A TIM me aliviou de duas prestações da compra do aparelho e me abateu a conta do mês de janeiro. A MOTOROLA me procurou, mas não me ofereceu solução.
Ao final do prazo, procurei novamente o PROCON ES, que marcou uma audiência conciliatória no dia 1º de abril. Cheguei a questionar a data, não só pelas piadinhas, mas também pelo tempo em que eu já me encontrava sem meu aparelho e sem qualquer solução. Afinal, os 15 dias de prazo tiveram fim em fevereiro. Questionei qual deveria ser minha atitude caso alguma das empresas tornasse a me procurar com alguma solução e me informaram que, se fosse de interesse meu, eu poderia aceitar as soluções ofertadas.
Duas semanas antes da minha audiência, a MOTOROLA me ofereceu um celular conhecido como Razr Maxx – muito melhor, mais novo, moderno e gigante. Eu odeio celular grande e, que fique claro, a minha escolha pelo Defy+ foi pela resitência à água. Eu decidi aceitar a proposta da Motorola porque (a) smartphone faz falta na minha vida e (b) já estava cansada dessa história. A empresa disse, então, que eu deveria esperar um prazo de SETE DIAS ÚTEIS para obter uma RESPOSTA sobre a execução ou não dessa proposta. OI? A EMPRESA ME OFERECE UM APARELHO SEM A GARANTIA DE QUE PODERÁ ME ENTREGÁ-LO? Ou eu tenho uma visão muito errada das coisas, ou tem algo muito errado com o mundo.

Isso foi tudo o que aconteceu ANTES da audiência. Agora segue o relato do DIA DA AUDIÊNCIA:

Bem, eu estive em São Paulo no fim de semana anterior ao de minha audiência. Deveria ter chegado em Vitória antes da audiência acontecer, mas por questões meteorológicas e de falta de boa vontade da Gol – Linhas Aéreas Inteligentes, eu só cheguei em Vitória cerca de 02 horas depois do início da mesma. Que fique claro: eu informei a todos os funcionários que eu precisava chegar ao meu destino no horário previsto devido à uma audiência.
Como as notas fiscais estavam no nome da minha mãe, ela era considerada, pelo PROCON, consumidora, então pedi que ela fosse à audiência em meu lugar. No entanto, todos vocês devem saber o que é participar de uma audiência sem ter participado de todos os processos anteriores a ela.
Como eu já a havia informado, a Motorola ofereceu um aparelho mais novo e mais caro e a Tim, como feito previamente, tirou o corpo fora. Minha mãe aceitou, então, a oferta da Motorola. E o argumento foi exatamente o do preço “O Razr Maxx é mais caro que o Defy+“. Não juro, porque eu não estava lá, mas é o que me foi relatado pela minha mãe – então eu acredito.
Ao questionar sobre o prazo para cumprimento da proposta, a MOTOROLA deu o prazo de VINTE DIAS ÚTEIS. E, quando questionado, o PROCON ES informou que esse tipo de reclamação deve ser feito na justiça comum.

Em suma: em até 20 dias úteis, eu terei um celular fodão; o PROCON, que deveria me defender, delega funções a outros órgãos; a TIM tentou se livrar da responsabilidade a todo custo – e conseguiu; e a MOTOROLA se mostrou completamente displicente com o consumidor – eu, você, sua irmã e todos aqueles que compram aparelhos dessa empresa e que dão vida às suas engrenagens.

Venho relatar meu total desapontamento com a TIM e a MOTOROLA e também meu descontentamento parcial com o  PROCON ES, que poderia, pelo menos, ter tentado acelerar esse processo. Mais 20 dias, caramba?

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