tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu…

Estou num momento em que eu não queria tomar decisões. Podia tomar uma lambada da vida e deixá-la decidir por mim. Não quero ter que pensar. Não quero escolher.

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agony

A stepfather talking to his 11 years old stepson after his mother died:

– So, what’s the problem, samuel? Is it just mum or something else, huh? Maybe school? Are you being bullied? Or is it something worse? Can you give me any clues at all?
– You really want to know?
– I really want to know.
– Even though you won’t be able to help?
– Even if that’s the case, yeah.
– Ok. Well… truth is, actually… I’m in love.
– Sorry?
– I know I should be thinking about mum all the time and I am, but I’m in love. I was before she died and I can’t do anything about it.
– Aren’t you a bit young for love?
– No.
– Ah, well. Ok, well… I’m a little relieved.
– Why?
– Because I… thought it’d be something worse.
– Worse than the total agony of being in love?
– Er… No, you’re right. Total agony.

This is a scene of the movie Love Actually.

pago pra ver…

…você rogar a minha volta

E rogou. E pediu. E implorou – como sempre fez.

Agora vejo
Foi somente um desejo
Simplesmente um ensejo
Prá mais uma curtição

No entanto, quando eu questionei o quão diferente seria dessa vez, não tive resposta. De qualquer forma, não dá para confiar numa pessoa que entende que, por eu cumprir a minha responsabilidade, o estava trocando por outro.

Vou refazer minha vida
Mudar o meu telefone
Cicatrizar a ferida
Tirar o seu sobre nome
O que restou de nós dois
Vou apagar da lembrança
E não vou mais me entregar
Feito criança…

espelho

Eu tentei escrever este post mais cedo, mas não consegui. Não consegui, porque não havia sido capaz de me colocar do outro lado, de sentir o que o outro sente.

Há algum tempo eu escuto relatos de homens me dizendo que os assusto de alguma forma. Como se eu causasse temor. Não sei se me admiram tanto, que chegam a sentir medo; ou se, como alguns chegam a relatar, eu me mostro tão confiante, que chego a ser assustadora. Acho que os homens, via de regra, não gostam de mulheres que não precisam deles. Fato é que os que têm medo, por mais que sintam atração, fogem.

Inclusive, certa vez, eu falei isso com um amigo. Que ele deixava tão claro que não precisava de ninguém, que as mulheres corriam dele. Isso foi há anos. Acho que as mulheres pararam de correr dele – ele mora com a namorada atualmente. Ou, vai ver, ele passou a ser menos autossuficiente. Não sei.

O fato de eu não ter sido capaz de escrever o post antes, mas tê-lo escrito agora, é justamente por, agora, a ficha ter caído. Eu acabei de explicar para um cara que eu não vou mais ficar com ele, porque gosto dele e o sentimento não é recíproco. Ele me perguntou o que as mulheres veem nele. Bom, as outras, eu não sei, mas eu sinto medo. Um medo bobo, diferente, uma segurança tola, mas é isso que sinto – e é isso que me faz bem. Só não é recíproco. E aí, meu amigo, quando a coisa vai, mas não volta, a gente para de deixar ir…

O título do post é espelho, porque, normalmente, o que a gente vê no outro e que irrita é justamente o que a gente também tem. Espelho, espelho meu, existe alguém no mundo mais pateta do que eu?