vou parar de sentir saudades de você, que é pra ver se você sente saudades de mim

E ela sabia que o título era suficiente como post, mas como digitava num blog, e não no twitter, decidiu completar a ideia. E não é uma indireta e nem nada do tipo, é apenas um sentimento.

Os sentimentos, ela pensou, são umas coisas estranhas. Veja bem, ela não sabe ao certo de quem sente saudades – talvez porque sejam muitas as pessoas de quem sente saudades. Ou talvez sinta saudades de momentos – e, nessa hora, ela não pensa em nenhum dos seus antigos amantes, mas em cada momento de risada sincera… ela pensa nela mesmo.

Mas ela já ouviu uma certa frase tantas vezes, que se tornou verdade: é muito bom estar sozinho, mas a vida é muito mais divertida quando se está acompanhado. E se isso não é verdade para todos, ela pensou, então é verdade para mim.

Só que esse post é sobre saudade, e não sobre estar junto. Porque, vejamos, está claro que, para sentir saudades, é preciso estar só. Ela sabe que, no fim das contas, não está de tudo sozinha. Ela tem uma companhia só dela. E que não vai a parte alguma. E que sempre está feliz quando a vê. E foi quando ela sorriu por saber que a escolha mais importante que fez na vida foi adotar um felino.

E ela riu mais uma vez, quando releu aquele título e pensou que é tolo acreditar que pode mandar nos sentimentos. Como se fosse possível mandar um comando para o cérebro que desligasse todos os sentimentos, mas aí… bom, aí seria como deixar de ser e isso não é algo que ela queira. Ela quer apenas… parar de sentir saudades. Não que seja daquelas de matar, mas daquelas que dá um gostinho de quero mais.

Porque, melhor que sentir saudades, é saber que alguém sente falta de mim, ela disse pra si mesma. E sorriu mais uma vez ao se lembrar que, na verdade, existe muita gente que sente falta dela – ou, pelo menos, é nisso que acredita. E aí ela desligou o computador e foi dormir. Feliz, por saber que seu coração não está mais endurecido e também por saber que existem outros tantos corações moles por aí.

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a morte pede carona

Estou eu, num sábado à tarde, no conforto do meu lar, lutando contra a ressaca a fim de adiantar ao máximo um trabalho de faculdade, quando o Beto me liga me chamando pra ir a uma festa em Domingos Martins. Quem me conhece minimamente sabe que adoro dirigir em estrada e não são 50 km que vão me segurar em casa. Mas, como eu disse, estava de ressaca e precisava adiantar um trabalho… então fiquei de mimimi. É claro que o Beto me convenceu a ir e levamos o Vitor e um amigo junto. Quer dizer…

Primeiro, eu fui dormir com a esperança inocente de que, se eu não acordasse a tempo, os meninos iriam desistir dessa empreitada. Wrong. Me acordaram e ainda me incentivaram a me arrumar depressa. Ok. Uma hora e x depois, eu estava pronta e fui buscar os meninos. Fui recepcionada com litros de energético e muito bom humor e pé na estrada. Digo, pé de chumbo na estrada.

Conversa vai, conversa vem, o rádio parou de pegar e Pearl Jam começou a rolar no celular… foi quando eu descobri que a festa não era em Campinho, mas sim num distrito de Domingos Martins chamado Melgaço – que, diga-se de passagem, eu nem sabia que existia. E foi aí que eu comecei a pensar que eu poderia estar numa formatura de engenharia, tranquila, em Vitória – ok, na Serra – ou simplesmente em casa escrevendo meu trabalho, mas, não, estava na estrada em direção a um lugar que não sei onde fica.

Passando a rodoviária de Campinho, tem uma estrada muito doida que leva a uns lugares em que não tem nada além de cachoeiras e sítios – Melgaço era nessa direção. A estrada era dessas estreitinhas em que tinha mato de um lado e do outro lado também. Além disso, uma porção de buracos e curvas para todos os lados a cada piscada de olho. E um breu.  Farol alto era pouco e ninguém passando em qualquer dos dois sentidos. Brinquei que estávamos na estrada do filme A Morte pede carona e seguimos viagem.

Milhões de minutos depois e milhares de curvas e… nada de chegar em Melgaço. Digo… na-da. Depois de ainda mais tempo, chegamos a Melgaço de baixo, que tinha, tipo, uma rua para, ainda mais subidas depois, chegarmos, finalmente, a Melgaço. Bom, como a cidade era pequena, foi extremamente fácil chegar ao local da Pommerfest de Melgaço – tinha pulseirinha e tudo, mas perdi no meu carro, então não vai ter fotos.

Ao chegar lá, me perguntei o que raios eu estava a fazer naquele buraco. Bem, na festa, havia dez agroboys para cada roceiro e cinco pomeranas para cada branquela. Ok. Reconhecimento de área feito, ainda não sei o que eu estava fazendo ali. Aliás, nunca vi um lugar com tanto loiro de olho azul feio nessa existência. Dancei uma música com o Beto e continuei sem saber o que estava fazendo ali. Fui buscar um refri e bati um papo com um cara que era de Paraju (outro distrito de Domingos Martins) e continuei sem saber o que fazia ali. Os meninos foram brincar de dar tiro para ganhar brindes e eu continuei sem saber o que estava fazendo ali.

A atração principal da noite, Trio Só Xotão, que era principal só para mim e para o Beto – que fique claro -, subiu no palco e fomos para o salão dançar e foi aí que… Pera lá! Não era para tocar xote? Erm, acho que sim, mas eles só tocavam vanerão – não dançamos. Depois de muito tédio e um lanche horrível, eu decidi que era melhor parar de me perguntar o que eu estava fazendo ali, aceitar que as pessoas não usam desodorante porque são de origem européia e os meninos resolveram voltar para Vitorinha para algum entretenimento mais interessante.

Voltei para o carro e a estrada, dessa vez com neblina. Mas assim, aquela neblina fodidamente densa e um parabrisa que embaçava. Problema de embaçamento resolvido, óculos pregados na cara e muita atenção. Segui em frente. Incrivelmente mais depressa do que subi, quando ainda não tinha neblina. Nossa, esse cara quer morrer com certeza… onde já se viu, andar nessa estrada a essa hora! Todas as pessoas do carro olham pra mim: Que cara? O cara, ué, que estava andando ali… Manoela, não tinha ninguém na estrada. Claro que tinha, um cara passando ali…! Tem certeza de que não era um espírito? Erm… é possível que fosse… Mistério não resolvido, eu tenho certeza de que vi alguém, pode ser que fosse um espírito… Encontramos, depois de muito tempo, a BR 262 e seguimos em direção à Vitorinha.

Os meninos me prometendo pagar minha entrada no rock, me pagar drinks e mais uma porção de coisas, mas eu precisava acordar cedo (sim, no domingo), e acabei dropando os meninos na São Firmino e vim para casa dormir. Acordei, entrei no meu carro e descobri que, no momento, ele fede a cerveja e energético. Vitor e Beto, vocês me devem uma lavagem de carro, ok? Beijos

winds of change

Ok. O título é brega – eu sei.

Parece que, em meio a uma incrível maré de azar, finalmente os ventos mudaram de direção e começaram a soprar a meu favor. Acho que deve ter alguma relação astrológica porque, ano passado, foi nessa mesma época em que as coisas começaram a ficar boas. Ainda bem que ficam boas em algum momento, né? Porque, pelamordedeus, um ano inteiro ruim seria muito chato e, as poucas vezes em que tive anos inteiros bons, as consequências foram terríveis.

Depois de uma reprovação, uma desistência e um coeficiente de rendimento ridículo, eu consegui a proeza de me matricular em apenas duas matérias este semestre. O que foi uma bosta. Entendam: eu decidi parar de trabalhar para me dedicar aos estudos e acabou que fiquei sem emprego e sem ter exatamente ao que me dedicar. Mesmo assim, eu consegui ficar desesperada com uma matéria – achei que fosse mesmo reprovar. A boa notícia é que peguei o resultado hoje e passei. Ainda falta a outra matéria, a que eu gosto, mas essa parte é mais tranquila.

Seguindo esse problema com a engenharia, eu decidi adotar um felino (a Gata é linda). Por consequência, minha mãe decidiu que eu não era mais tão bem vinda assim em sua casa. Bom, procurei outro lar – para mim e para a Gata – e hoje sou feliz morando com ela e dois amigos meus num apartamento modesto, no qual tenho um quarto enorme. O problema? Eu estava unemployed quando mudei de casa – reflitam.

Bom, as coisas começaram a melhorar quando comecei a recuperar notas na UFES e comecei a receber propostas razoavelmente concretas de emprego – sem contar os  freelas que andava fazendo por aí. Para melhorar, houveram encontros casuais com pessoas queridas – e encontros não tão casuais também.

Hoje, para minha felicidade, firmei relação de trabalho e, semana que vem, eu recomeço minhas atividades como English teacher – que é a minha profissão: não passei 4 anos esquentando cadeira da UFES à toa, né? E o melhor: o uso de uniforme é obrigatório, o que vai me economizar tempo pensando com que roupa eu vou e ainda me dará minutinhos a mais de sono no sábado. Afinal, ninguém merece ter de estar no trabalho no sábado às 8h30 da madrugada. Aliás, esse é outro ponto positivo: não tenho estrutura física para sair na sexta à noite, ou seja, vem economia por aí.

No mais, espero que a rematrícula da UFES continue me trazendo felicidade e que 2013/2 seja repleto de matérias divertidas.

truth

There’s none, for it’s known that they’re three: mine, yours and the truth.
People are mostly offended by the truth, which is nothing more than a fact.
And it’s a fact that people don’t listen – they just don’t. Not because they’re deaf, for they’re not, but because they don’t pay attention.

Attention! Attention!
May I have all your eyes and ears to the front of the room,
if only, if only for one second.
Will you hear what I have to say?