de volta do recesso

Eu acho que o pior dia de aula é aquele em que retornamos às nossas atividades escolares. Depois de lindos 30 dias de férias, acordar às 8h é como levar um soco no estômago. Bom, poderia ser pior: eu poderia ter tido aula às 7h. O som irritante do despertador ao me acordar me faz pensar em sensações ruins: me lembro de quando minha mãe me acordava com puxões nos pés. Acreditem, acordar cedo é um trauma na minha vida.

Bom, passado o susto, me arrumei e fui à aula naquele estado zumbi que me faz me perguntar por motivos que me fizeram não bater de carro enquanto faço o percurso casa x faculdade até hoje. Chegando à sala de aula, me deparei com aquele professor chato, que me leva a notas péssimas e me ensina uma matéria completamente irrelevante ao meu curso. Para melhorar meu humor, a criatura me resolve dar aula até depois das 11h – foi horrível. Terei muito o que estudar em casa para compensar o estado zumbi da aula de hoje.

A boa notícia foi que o sofrimento acabou às 11h30 e eu pude terminar de comprar os materiais para fazer a cabeceira da minha cama. Aliás, estou muito empolgada com essa minha fase faça você mesmo e estou empolgadíssima para ver o resultado final, que provavelmente será algo do tipo não ficou tão bom, mas fui eu que fiz.

It’s nice to know you’re doing well and… will I ever see you again?

A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida

Months ago, I said I was gonna try to parar de sentir saudades de você, que é pra ver se você sente saudades de mim. And the truth is I failed. But missing is a feeling I kind of love, for it means, most of the time, love.

The sad part is that December came and gone. January started and he left and we didn’t as much as said hello in person. Which is sad indeed. I said it would come and go and we wouldn’t notice it.

And now I wonder if I am ever going to see you again. I want to, but it is the same as fighting: it takes two.

:9

*Almoçando sanduíche no Café Bamboo, eu me aproximo do garçom e ocorre o seguinte diálogo*

– Você toca baixo? Cello…?
– Contrabaixo, por quê?
– Você tem uma clave de fá na sua perna…
– Sério que você sabe que isso é uma clave de fá? Todo mundo acha que é uma carinha triste!

*Carinha triste? Seriously? É possível isso? Enfim, aí tive que receber convite para assistir a uma apresentação da banda do cara e aquela coisa toda, mas… carinha triste…?!

acordando cedo…

Bom, como qualquer pessoa que lê meu blog sabe, minha família adora se meter na minha vida. Não que seja algo relacionado a mim especificamente, as pessoas se metem nas vidas umas das outras mesmo. É como se eu vivesse constantemente num episódio de Brothers & Sisters. Somo como os Walkers. É horrível.

Enfim, nesse meio de coisas em que as pessoas tendem a opinar mesmo não tendo nada a ver com aquilo, eis que minha família adora reclamar dos meus hábitos: durmo tarde e, naturalmente, acordo tarde. Eles insistem em dizer que eu criei esse hábito. Oi? Deve ser por isso que passe a infância ouvindo minha mãe me mandar dormir cedo – houve momentos em que eu tomava remédios para dormir, porque um médico disse que minha baixa estatura se dava por eu dormir muito tarde; tenho olheiras crônicas desde os 8 anos de idade; e tenho meu melhor horário de sono entre 5 e 7 da manhã. Claro, eu criei isso tudo.

É verdade que eu passei a virar noites com alguma frequência durante o ensino médio, mas é realmente meio esquisito começar o dia depois de meio dia e passar a maior parte do tempo acordada quando todos estão dormindo. Bom, não que seja o fim do mundo… No fim das contas, é bom não ter horários que batem com os de algumas pessoas, mas isso é outra questão…

Enfim, depois de mostrar milhões de textos e estudos sobre as pessoas do tipo B, que são pessoas que têm relógios biológicos fora do padrão diurno, portanto, pessoas naturalmente notívagas (que rendem melhor à noite e não têm problemas em viver em horários diferenciados), minha família continua insistindo que eu deveria dormir cedo e ser uma pessoa normal. Eu gosto de avisar que ser normal é deixar cada um viver sua vida como quer, mas… deixa pra lá.

Com essa chatice de festas de fim de ano, eu passei mais tempo com minha família do que qualquer pessoa deveria, e eis que tornaram a cair nesse assunto da porra do meu sono que é diferente do sono dos outros. Expliquei às minhas irmãs, que se eu durmo Às 21h, por exemplo, eu acordo às 2h; se durmo às 22h, acordo às 4h; se durmo às 23h, acordo às 5h. Aaaaaaahh!! Cinco é um ótimo horário para acordar!!! Sério? Eu pergunto: o que raios eu vou fazer às cinco da manhã?

Pois bem, hoje, como de costume, minha Gata me acordou entre 5 e 6h da manhã me pedindo comida – é algo que ocorre todos os dias. Dessa vez, eu decidi levantar em vez de dar comida e voltar semiacordada para a minha cama. Levantei, alimentei minha felina, limpei o banheiro dela. Fiquei me perguntando o que eu poderia fazer, já deitada, é claro. Peguei meu exemplar de  A feast for crows e comecei a ler. Li até ficar entediada. Tomei meu remédio – esse negócio de ter gastrite e só poder comer 30 minutos depois de tomar remédio acaba com meu senso de humor. Resolvi ler mais um pouco, já que não podia comer mesmo. Li até ficar entediada de novo. Fiz meu café da manhã. Comi. Olhei as atualizações do facebook. Percebi que ainda não tinha chegado perto das 9h e… sinceramente? Não fiz absolutamente nada útil, porque não tem nada útil para ser feito de manhã. Confesso que, embora eu esteja sem sono, meus olhos estão pesando de cansaço. E eu não dormi tarde ontem e nem antes de ontem (tarde pra mim, que envolve qualquer horário entre 23h30 e 1h30) e, sinceramente? Perdi meu fabuloso sono de 5h às 7h. Já sei que o resto do dia vai ser no modo não consigo pensar, porque não dormi e, se eu encontrar minha família, vão dizer, mais uma vez, que é por conta dos meus hábitos errados…

Eu vou ler mais um pouco para ver se o tédio vira sono. E antes que qualquer pessoa me diga que é verão e que eu poderia ir à praia, eu só tenho uma consideração a fazer: Seriously?