essas escolhas estranhas

Em setembro do ano passado, quando eu larguei a sala de aula, eu estava decidida a nunca mais voltar. Trabalhei durante 7 meses como recepcionista num restaurante mundialmente famoso e parei para estudar para concurso.

Nunca tive a ideia de ser concurseira – e não sou. Eu estive em busca de algo que me mantivesse estável até que eu concluísse meus estudos e achei que um concurso para trabalhar 6h por dia era o ideal.

Fiquei muito bem colocada – amém – e aguardo ansiosa pela chamada. Afinal, já se foi muito tempo desde que tive emprego fixo e ficar em casa dá agonia. Então, eu comecei a me inscrever para praticamente toda vaga de emprego que aparece, porque, em momentos de crise, não se pode escolher muito.

Estava recentemente numa entrevista e, conversando com a recrutadora, eu percebi o quão apaixonada eu sou por sala de aula. Parecia que até eu via o brilhos nos meus olhos ao falar sobre o assunto. Foi tendo a certeza de que eu não quero ensinar que eu percebi o quanto isso me completa.

Ao mesmo tempo, eu ainda sinto algo terrível quando penso em retornar à sala de aula. Não volto. Mesmo apaixonada. Atualmente, me satisfaço com as aulinhas de matemática que dou à minha sobrinha – e ela tem melhorado muito na escola.

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