chile #1

Na sexta-feira, eu comecei a minha viagem para o Chile. Acordei cedo, terminei de colocar coisas na mala, tomei minha medicação para enxaqueca (que atacou devido à ansiedade), peguei minhas malas e fui pro aeroporto – sem almoçar, porque nessas horas nem fome eu tenho.

Ao fazer o check-in na Latam, eu descobri que teria que fazer uma troca de aeroporto em São Paulo. Bom, distração minha, afinal, fui eu quem comprei a passagem. Ainda acho que ao comprar uma passagem dessas, deveria vir escrito em cores gritantes e letras garrafais você fará trocar de aeroporto, comprar passagem mesmo assim? Enfim, o funcionário me passou a seguinte informação: chegando lá em Congonhas, é só você pegar o ônibus da TAM e ir para Guarulhos. Aí ficou fácil, né?

Cheguei em SP e fui retirar minha mala. Não tinha um funcionário da Latam. Andei mais um pouco pelo desembarque: ainda nenhum funcionário da Latam. Busquei pelo aeroporto. Nada. Encontrei um funcionário do aeroporto que me informou onde pegar o ônibus. Ainda nenhum funcionário da Latam. Fui para o fim da fila. Nada de ônibus chegar. Os colegas de fila começaram a ficar preocupados, porque não daria tempo de eu chegar ao aeroporto e pegar minha conexão. Descobrimos, então, que o ônibus havia quebrado no caminho. Ainda assim, essa informação não foi passada por funcionário Latam, mas por uma pessoa que perguntou ao motorista do ônibus que deixa a tripulação em Congonhas.

Pegamos um táxi em 5 pessoas e oramos. Eu estava com check-in feito, bastava despachar a minha mala. Em dado momento, eu aceitei que havia perdido meu voo. Minutos depois, recebi SMS e e-mail da Latam informando que meu voo estava com 1h de atraso. Fiquei com esperanças de conseguir viajar.

Ao chegar ao aeroporto, fui informada de que meu voo estava no horário e que eu não poderia viajar e que poderia ser colocada em outro voo mediante pagamento da remarcação para o voo de 22h30, caso houvesse assento disponível. Pedi para checar a disponibilidade. Ela existia. Expliquei que estava em conexão e que perdi o voo, porque o ônibus não veio me buscar.

A essa altura do campeonato, eu já havia ligado para uma amiga bacharel em direito para ter certeza de que a empresa era responsável pelo meu transfer. Então o funcionário me alocou no voo de 22h30  sem cobrar taxa alguma.

Cheguei em Santiago com fome, dor no corpo e cansada. Foram horas em pé aguardando um ônibus que não chegava, mais uma corrida pelo aeroporto, mais horas sentadas no voo. Meu joelho parou de existir. Quase tive uma crise hipoglicêmica, que foi sanada com um Bis oferecido por uma das companhias que dividiram o táxi. E cá estou.

vista da varanda

O lado positivo: pude presenciar um evento raro em Santiago: neve. Digo, não é que era uma nevasca, porque a neve derretia tão logo tocava o solo, mas ainda assim, neve. Poucos foram os lugares que ficaram branquinhos que pude ver no trajeto até o apê, mas ainda assim soou como uma declaração de boas vindas.

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