não

Bom, de uns tempos para cá, eu estava vivendo um romance que acontecia só na minha cabeça. Uma expectativa louca em cima de uma pessoa que parecia estar aí, disposta a dar-se por completo. Na verdade, é muito fácil usar palavras. Eu aprecio de forma incondicional quem sabe usar palavras a seu favor. Eu adoro dominá-las e aprecio quem faz o mesmo. Quer dizer, quando se está longe, tudo é sempre uma maravilha, porque podemos escolher sempre palavras macias.

Mas ninguém fica longe para sempre, as pessoas eventualmente retornam ao lugar que, em algum momento, representou home e isso é inevitável. Bom, nesse caso, eu, tola que sou, achei que a criatura não retornava apenas à sua linda cidade natal, mas também retornava para os meus braços. Ledo engano.

Essas coisas não aparecem assim de forma tão clara quando se vive a situação, quando se quer ser enganado. E, sejamos sinceros, existem momentos em que queremos sim ser enganados.

Love me love me
Say that you love me
Fool me fool me
Go on and fool me

 

 

Até que cheguei num momento em que cansei de ser enganada, cansei de ser feita de idiota.

What if I say I’m not like the others?
What if I say I’m not just another one of your plays?

 

 

E foi aí que começou o processo de despedida. Aquele em que as mulheres (eu, no caso) surtam e reclamam que não estão recebendo atenção. Aquele momento em que a gente diz você tá falando uma coisa e fazendo outra. Aquele momento em que a pessoa se sente absolutamente ultrajada pela cobrança excessiva. Aquele momento em que a pessoa se assusta com tudo aquilo que você depositou nela.

E foi assim que eu pedi para a pessoa que dizia querer ser o pai dos meus filhos se afastar. E eu sofri, mas não chorei. Já até saí num date depois disso. Já dei unfriend no Facebook e em breve estará excluído de todas as minhas listas telefônicas. E eu estou irritada comigo, porque eu confiava no cara, achava que ele falava a verdade. Mas tá aí, mais um para a minha lista de caras idiotas com os quais eu me relaciono.

 

 

At the start of his goodbye
Do you ever realize
That you never get the chance
All you get is alibis
When smoke begins to fade
And you’re standing face to face
Does he kiss you in a way to say:
“You’re the other woman”
The other woman

 

[Comentário interessante: antes de exclui-lo do Facebook, eu publiquei a música da Caro Emerald – The other woman na minha timeline: ele curtiu.]

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i’m sorry

Há muito tempo, quando eu ainda namorava outros seres humanos (hehehe calma, eu não namoro outros seres vivos, não se assustem), eu me lembro de algumas discussões que aconteceram por conta de pedidos de desculpas. Eu acredito que um pedido de desculpas é uma promessa de que aquilo não irá acontecer de novo, mas não é sempre assim, né? Não é, porque somos humanos e repetimos erros mesmo sem vontade.

Depois de sofrer um pouco por conta disso, eu também entendi que, ao desculpar alguém, é preciso deixar para trás aquilo que te magoou. Esquecer, enterrar, apagar da memória se preciso for. Se você não consegue deixar aquilo de lado, você não consegue desculpar a pessoa e a promessa feita pela outra parte perde o sentido.

I’m breaking free from these memories
Gotta let it go, just let it go
I’ve said goodbye
Set it all on fire
Gotta let it go, just let it go

 

Por outro lado, mesmo que querendo matar a outra pessoa, eu sempre aceitei ouvir tudo o que me tinha para ser dito. Eu respeito isso muito – e eu gosto muito de falar. Meus pais não me deram muita oportunidade de conversa na minha criação e eu acho que é esse um dos motivos pelos quais eu aprecio tanto o diálogo.

Existem duas coisas que me doem imensamente: saber que magoei alguém e não poder pedir desculpas; e saber que alguém está chateado comigo por um motivo que desconheço. É muita crueldade não me dizer onde eu errei, não me dar a oportunidade de evitar o mesmo erro futuramente. E quando há conhecimento do motivo da mágoa, nada mais justo que um sincero pedido de desculpas. Só que é muito difícil pedir desculpas se a pessoa não te ouve.

And I won’t put my hands up and surrender 
There will be no white flag above my door 

Há uns meses, eu tive um diagnóstico de gastrite e isso me fez ter que reduzir a minha ingestão de álcool consideravelmente. Eu comecei a consumir bebida alcoólica por volta dos 14 anos de idade e nunca fui muito boa em beber socialmente. De uns tempos para cá, meu consumo aumentou de 2x na semana para cerca de 4 vezes na semana. Eu considero um consumo elevado. E reduzir a duas vezes no mês foi uma tortura.

A verdade é que eventualmente eu saio da dieta e isso tem diversas consequências: dor de estômago é a que dura mais tempo. Às vezes, tem ressaca moral. E, dessa vez, tem muita. Acho que vai me render umas boas semanas sem dormir (tem gente que deve estar comemorando essa informação). Tem também dores nas pernas e nos pés.

Bom, a verdade é que minha mente louca criou uma informação inexistente e eu reagi de forma igualmente louca e resolvi voltar a pé para casa. Não era assim tão longe, foi uma caminha de 4km e 40 minutos de duração. Poderia ter sido pior. Poderia ter acontecido algo no caminho. Calma, tentaram me impedir, tentaram me procurar de carro – eu não sabia dizer onde eu estava. E o engraçado é que the very same person who tried to find me is the same one who claims not to care about me. E é a mesma pessoa que não me deixa pedir desculpas. That’s it then, I won’t apologize.

 

And when we meet 
Which I’m sure we will 
All that was there
Will be there still 
I’ll let it pass 
And hold my tongue 
And you will think 
That I’ve moved on…. 

sinceridade#2

Do I have to always be punished for saying the truth? I am so tired of being sincere I can’t even tell. So what I thought you were a coward if you were a coward indeed? Proove me wrong and I will be glad to tell the world otherwise!! By the way, what the fuck were you doing reading things so uninteresting to you?

sinceridade

Eu não sei nem ao certo do motivo de eu ter cogitado a possibilidade de te dar alguma chance de qualquer coisa – mesmo que essa coisa seja se explicar. Sinceramente? Você é um covarde. E o caminho é que sejamos cada vez menos sinceros um com o outro. Afinal ninguém gosta de dar a cara a tapa. E nem descrevo o que sinto como raiva. Estou mais é desapontada mesmo.

Claro como o Dia

O mais triste em gostar de você é saber que não gosto nada. É saber que, para você, não faz a menor diferença. É ver o seu egocentrismo. É crer que você irá mudar, mesmo sabendo que é uma crença burra. É me apegar a pequenos gestos, sabendo que só existe significado para mim. É postar n coisas no blog com a esperança de que sejam lidas, mas sabendo que jamais serão. É perceber que só me afundo e que você só cresce.

°°

Depois eu transformo num poema e faço ficar mais bonitinho. A ideia é essa, de qualquer forma, mas a falta de papel e lapis me impede de trabalhá-la. Bjsmeliguem.

Dummheit

Eu não aguento mais falar de relacionamentos. Eu não aguento mais me decepcionar. Mas parece que eu cavo buracos. É uma decepção atrás da outra. As coisas têm que ser muito difíceis. Credo! E pensar que eu já acreditei ter a palavra descomplicada tatuada na minha testa. Não posso afirmar se quem complica sou eu ou se são eles, mas já deu, né? Sim, já deu.

Na verdade, o que explica a atitude das pessoans, hein? Porque agem como se aqueles que os rodeiam fossem seres impensates e insensíveis. Olha, só um aviso: não somos. Sentimos tanto quanto vocês. E com muito mais intensidade – aí falo só por mim. Porque quando eu amo, eu amo demais. E quando eu odeio, saia da minha frente. Não queira ser odiado por mim. É feio. Me doi tanto quanto a perda de um grande amor – ou mais.

Hoje estou sem entender. Mesmo. E olha que eu gasto horas com terapia… E ainda assim não resolve…

E aí?

Não falar com você não significa que eu não te queira.
Não tomar uma atitude, te passar para os outros, também não significa que eu não te queira.
Não mudar a página não significa que eu não tenha encontrado alguém.
Ter encontrado alguém não significa que eu tenha deixado de te querer…