Aí eu recebi um convite inusitado para sair. Não que o lugar fosse diferente ou que eu nunca o tivesse frequentado, o que me causou estranhamento foi a origem do convite.
Durante os meus já quase 10 anos de blog, eu já relatei milhares de idas e vindas de pessoas na minha vida. O que é perfeitamente normal e, em certos casos, saudável. Há pouco mais de um ano, eu me distanciei de uma pessoa porque… bem, eu não sei exatamente o motivo, mas acho que porque essa pessoa não queria estar envolvida num assunto.
Como eu já relatei aqui, eu entrei na federal no final de 2012 (engraçado fazer 2012/2 duas vezes). Com isso, passei a encontrar esse criatura regularmente, porque fazemos matérias juntos, fazemos o mesmo curso, estudamos no mesmo prédio. E fizemos o que era de se esperar: voltamos a nos falar. Gosto de pontuar que nunca houve uma briga ou qualquer tipo de discussão, então não havia ressentimentos.
E foi esse cara que me chamou para sair ontem. E compartilhou histórias. E me fez rir à beça. E… foi uma ótima noite.

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Calm down, the year is almost over

Aquele momento em que você deseja ter tomado decisões diferentes, mas não deve voltar atrás. Até porque é algo que você deseja fazer – e está gostando.
O chato é que, quando eu tomei essa decisão, eu sabia que fatalmente encontraria alguns fantasmas pelo caminho. Só não achei que esses fantasmas assombrariam a Ufes em pleno 23 de dezembro. Oi? Você não deveria curtir suas férias?
E pensar que toda aquela felicidade de pensar “Gott sei danke – es ist Freitag!” se foi. Hey, hon, relax, it’s friday – o ano praticamente acabou. Preciso aprender a conviver com os fantasmas do passado. Afinal, a menos que eles tornem a viver, a tendência é de que continuem a me assombrar…

°°

Last Friday night
We danced on tabletops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot

these teenage lips, they speak too fast

Esta semana eu recebi um e-mail dos meus amigos da época do CEFET-ES dizendo que, recentemente, completaram-se 11 anos da data da nossa prova para ingresso na instituição supracitada. Na época, eu tinha apenas 14 anos e não tinha ideia do que seria estudar naquele lugar.
Bom, depois de uma infância e parte da adolescência marcadas pelo excesso de timidez, posso dizer que aquela escola me mudou – para sempre. Pela segunda vez eu me matriculara numa escola na qual meus irmãos não haviam estudado. Era tudo muito novo e eu não podia contar com eles para me ‘salvar’ da timidez. Foi quando decidi guardar a timidez numa caixinha e coloquei a cara no mundo e conheci gente. A timidez ficou bem guardada para momentos como apresentações de trabalho e, mais tarde, para as minhas primeiras experiências na sala de aula.

Conheci gente demais, acho. Gente que hoje nem sei o nome, mas que me para na rua e me pergunta como estou e o que faço da vida. Os meus amigos – a minha gangue, como costumo dizer – são meus amigos até hoje. Alguns mais próximos, outros menos próximos. Mas já não era assim ainda naquela época?

Lembro de aulas matadas e provas feitas em grupo e… faria tudo de novo. Bem… talvez estudasse um pouco mais, eu tinha vergonha de pedir ajuda. Aulas matadas na Praia de Camburi, regadas a vinho e violão. Nossa, como éramos péssimos nisso. Passes escolares trocados por dinheiro bem gasto em churros e McDonald’s… E as festinhas na casa de Pedro? Ê saudade!

Foi no CEFET-ES também que conheci os garotos que se tornaram, mais tarde, meus namorados. Bem, quanto a essas escolhas prefiro não comentar… E foi no CEFET-ES que conheci tantas outras coisas. Foi onde aprendi a jogar truco apostado, onde descobri que, definitivamente, não nasci para jogar xadrez e, acreditem, onde aprendi que fazer provas de saia garantem maior nota na pauta.

Foi nessa época que aprendi que ter sentimentos e, principalmente, mostrá-los pode ser algo perigoso. Foi quando aprendi a curtir a vida.

°°

I remember the time when I was in love with every single guy who would be shy around me. I remember when I would hide my face and pretend I didn’t care. In the end I stopped caring – until I kissed that guy. Then it all changed and I started caring too much. How do I turn it off?

°°

Have you ever seen the light?
Don’t you wonder where I hide?
I will live, then I will die
I will keep you on my mind

então…

Para aqueles que sempre esquecem o endereço do meu blog (né, Nandoka?) e também para aqueles que não me seguem no twitter (né, Fábio?), há uma solução: coloquei RSS nesse treco. Vamos ver se agora vocês me leem com mais frequência. Beijos

Yay

A chegada de um novo ano traz sempre a promessa de um novo começo, de uma nova vida. Bullshit. Nossas expectativas nos enganam e, no fim, terminamos o ano da mesma forma que o começamos: cheios de esperança. As mudanças ocorrem de forma independente.
Ontem eu tive ciúmes. Eu ainda estou com ciúmes. Mas estou certa de que sou, há algumas semanas, a Manoela independente que sempre me orgulhei de ser. Posso dizer que 2011, com certeza, é um ano que promete.