de volta do recesso

Eu acho que o pior dia de aula é aquele em que retornamos às nossas atividades escolares. Depois de lindos 30 dias de férias, acordar às 8h é como levar um soco no estômago. Bom, poderia ser pior: eu poderia ter tido aula às 7h. O som irritante do despertador ao me acordar me faz pensar em sensações ruins: me lembro de quando minha mãe me acordava com puxões nos pés. Acreditem, acordar cedo é um trauma na minha vida.

Bom, passado o susto, me arrumei e fui à aula naquele estado zumbi que me faz me perguntar por motivos que me fizeram não bater de carro enquanto faço o percurso casa x faculdade até hoje. Chegando à sala de aula, me deparei com aquele professor chato, que me leva a notas péssimas e me ensina uma matéria completamente irrelevante ao meu curso. Para melhorar meu humor, a criatura me resolve dar aula até depois das 11h – foi horrível. Terei muito o que estudar em casa para compensar o estado zumbi da aula de hoje.

A boa notícia foi que o sofrimento acabou às 11h30 e eu pude terminar de comprar os materiais para fazer a cabeceira da minha cama. Aliás, estou muito empolgada com essa minha fase faça você mesmo e estou empolgadíssima para ver o resultado final, que provavelmente será algo do tipo não ficou tão bom, mas fui eu que fiz.

rain

Não sei se o problema é a terça-feira, que está com cara de domingo ou segunda, ou se o problema é a minha cama, que está me chamando com uma voz muito doce. Só sei que hoje não tenho vontade de fazer nada.

Meu tão amado livro de termodinâmica está aqui, ao meu lado, se sentindo abandonado pela sua mais fiel amante, porque só tenho olhos para os travesseiros e a coberta.

Ah… seria uma delícia poder ficar à toa, mas [infelizmente] preciso estudar para as provas e tenho uma aulinha mais tarde.

E essa chuva…!

O que a gente precisa é tomar um banho de chuva

a cena onde eu possa brilhar

Eu quero a vida de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar

Eu, quando muito nova, era uma daquelas crianças que senta na primeira carteira e só tira nota alta. No fim das contas, acho que aquilo tudo era muito fácil mesmo, porque eu sempre fui preguiçosa com os estudos. Sempre odiei fazer dever de casa ou ter que sentar a qualquer hora do dia para estudar. Sempre achei que prestar atenção às aulas era mais útil – e me bastava.

Com o passar dos anos e o surgimento de outros interesses, a coisa mudou um pouco de figura. Ou melhor, as notas registradas no meu boletim mudaram um bocado. Aliás, passaram por mudanças graduais até que deixaram de alcançar as médias e eu terminei reprovando em três matérias no 2º ano do Ensino Médio.

Por consequência de algumas crises pessoais e algumas outras familiares, acabei me perdendo em meio à resposta da pergunta O que você quer ser quando crescer? e terminei por me formar em Letras Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo. Foi como voltar para o primário. Primeiro, porque as aulas eram, em sua maioria, divertidas. Segundo, porque, via de regra, as aulas me eram suficientes e o tempo gasto produzindo alguma coisa foi irrisório.

Depois de um tempo na graduação de Letras, eu percebi que me faltava alguma coisa – ou algumas coisas. E comecei a me questionar sobre o que de fato eu estava fazendo e como eu queria continuar a viver. Ok, ficou um pouco profundo demais. Já no final do curso, eu decidi fazer uma viagem para a Europa, vivi um ano na Alemanha, ocasião na qual pude aperfeiçoar meu alemão.

Antes mesmo de decidir viajar para a Alemanha, eu já me havia decidido por mudar de área, cursar engenharia. Pensando nisso, eu busquei terminar a minha graduação o mais rápido possível e comecei a pesquisar instituições nas quais eu poderia fazer esse curso na cidade onde moro. Afinal, depois de tanto tempo afastada do Ensino Médio e do contato com o raciocínio lógico, era de se esperar que ser aprovada num vestibular de exatas fosse algo complicado – e foi. Terminei por começar meu curso numa particular.

Ainda estudante de engenharia e cheia de expectativas, já troquei de área dentro da Engenharia (saí da Civil e fui para Mecânica) e continuo com brilho nos olhos quando penso no que virá pela frente. Confesso que há momentos em que me canso e só quero saber de dormir e viver às custas dos outros, mas esse é um sentimento que passa rapidamente.

Enfim, hora de parar de escrever no blog e estudar.
Por hoje é só, pessoal.

papel, lápis e borracha

Eu odeio pauta azul. Só compro caderno de pauta cinza. Talvez tenha alguma relação com escrever apenas de lápis. Não escrevo à caneta.
Certa vez me disseram “escrevo à caneta para não correr o risco de querer voltar atrás”. Talvez não faça diferença para mim: escrevo com tanta força, que machuco o papel – fica marcado para sempre.

Minhas aulas começaram hoje e, como sempre, eu estava sem caderno. Não sei precisar o motivo, mas tenho uma tendência incrível a esquecer de comprar caderno antes do início das aulas. Fui à papelaria. Me indispus. Por que raios é tão difícil encontrar um caderno bonito e de pautas cinza? Não sei. Continuo sem caderno. Terei de ir a outra papelaria.

Além disso, a faculdade vem me impedindo o sono. Tenho tido insônias terríveis. Odeio ser injustiçada. Ninguém gosta, eu sei, mas… enfim. É isso.

nothing’s as it seems

Este período eu consegui cagar tudo e ficar de prova final nas seis matérias que cursei. Além de muito trabalho, sono intenso e farra, ainda passei por um perrengue na fudesa que meu coordenador não quis resolver. Ok. A vida continua.

Hoje fiz minha prova final de Cálculo 3. Em 50 minutos. Bom, quem me conhece sabe que esse é meu tempo médio de prova – normalmente sou a primeira a sair da sala. Entreguei a prova.

— Você foi mal na última prova porque fez muito rápido – disse a querida professora Olga Helena – Tem certeza de que não quer ficar mais um pouco com ela?
— Mas eu já revisei ela toda!!!
— Ah… então… você quem sabe…!

Tirei 6,9. E passei! Yay.

chove chuva, chove sem parar…

E eu adoro. Adoro mesmo. Eu nunca vi alguém gostar tanto de tempo nublado/chuvoso e frio como eu. Primeiro, adoro poder sair de casa sem sentir que sou um vampiro se desintegrando à luz do sol. Segundo, tem coisa mais fofinha que roupa de frio? E fora a possibilidade de poder sair de casa de botinha, só porque não quero que meu pé fique molhado. Tem coisa mais charmosa que bota?

Agora, chuva provocada pela chegada de uma frente fria na segunda-feira pela manhã é maldade demais com o ser humano! Vamos deixar claro que dias frios e nublados são uma ótima desculpa para ficar em casa bebendo vinho, comendo queijo e usando o edredom enrolado ao corpo como única peça de roupa, né? Mas, na segunda-feira de manhã, eu preciso acordar com o sol maldito na minha cara – uma forma singela de a semana me avisar que começou, que fim de semana é passado e que está na hora de ir para a faculdade [tentar] aprender alguma coisa e que o dia só acabará às 20h30, quando eu terminar de lecionar minha última aula.

Vai dizer que não é maldade demais acordar na segunda-feira com o barulhinho da chuva e a certeza de que o dia será molhado até à noite?

Esperteza…

… é algo que falta – e muito – nos seres humanos. Principalmente em mim. Afinal, o que explicaria, que não a falta de esperteza, o fato de todo semestre eu esquecer de comprar caderno? A história se repete desde os primórdios – quando ainda estudava na Ufes – e acabo tendo que passar a limpo toda a matéria das primeiras semanas. Trabalho em dobro. Só me serve para gastar mais papel e grafite.

Se bem que, analisando bem, eu não tinha o hábito de anotar matéria quando estudava Letras. Normalmente, eu fazia anotações nas infinitas xerox que usávamos como material didático. Usava um caderno por ano – e olhe lá.

Aliás, que saudade da época em que bastava ir à aula e anotar algumas poucas coisas para passar em todas as matérias. Sim, sim, é verdade que virei algumas noites escrevendo trabalhos. Mas foi por pura preguiça de não fazer no tempo certo. Agora na engenharia é que, finalmente, estou aprendendo a estudar. Antes tarde do que nunca, babe.