chove chuva

Pode parecer um cliché chato, mas eu realmente tenho vontade de postar essa música em todas as redes sociais toda vez que começa a chover um bocado aqui em Vitória.

Na verdade, eu acho que uma das poucas memórias boas que tenho do meu pai envolvem essa música: meu pai me colocava no colo e cantava essa música para mim toda vez que chovia bastante. É bom saber que não tenho apenas memórias ruins.

 

Mas eu vou fazer uma prece
pra Deus, nosso senhor
Pra chuva parar
de molhar o meu divino amor

Advertisements

i’m sorry

Há muito tempo, quando eu ainda namorava outros seres humanos (hehehe calma, eu não namoro outros seres vivos, não se assustem), eu me lembro de algumas discussões que aconteceram por conta de pedidos de desculpas. Eu acredito que um pedido de desculpas é uma promessa de que aquilo não irá acontecer de novo, mas não é sempre assim, né? Não é, porque somos humanos e repetimos erros mesmo sem vontade.

Depois de sofrer um pouco por conta disso, eu também entendi que, ao desculpar alguém, é preciso deixar para trás aquilo que te magoou. Esquecer, enterrar, apagar da memória se preciso for. Se você não consegue deixar aquilo de lado, você não consegue desculpar a pessoa e a promessa feita pela outra parte perde o sentido.

I’m breaking free from these memories
Gotta let it go, just let it go
I’ve said goodbye
Set it all on fire
Gotta let it go, just let it go

 

Por outro lado, mesmo que querendo matar a outra pessoa, eu sempre aceitei ouvir tudo o que me tinha para ser dito. Eu respeito isso muito – e eu gosto muito de falar. Meus pais não me deram muita oportunidade de conversa na minha criação e eu acho que é esse um dos motivos pelos quais eu aprecio tanto o diálogo.

Existem duas coisas que me doem imensamente: saber que magoei alguém e não poder pedir desculpas; e saber que alguém está chateado comigo por um motivo que desconheço. É muita crueldade não me dizer onde eu errei, não me dar a oportunidade de evitar o mesmo erro futuramente. E quando há conhecimento do motivo da mágoa, nada mais justo que um sincero pedido de desculpas. Só que é muito difícil pedir desculpas se a pessoa não te ouve.

And I won’t put my hands up and surrender 
There will be no white flag above my door 

Há uns meses, eu tive um diagnóstico de gastrite e isso me fez ter que reduzir a minha ingestão de álcool consideravelmente. Eu comecei a consumir bebida alcoólica por volta dos 14 anos de idade e nunca fui muito boa em beber socialmente. De uns tempos para cá, meu consumo aumentou de 2x na semana para cerca de 4 vezes na semana. Eu considero um consumo elevado. E reduzir a duas vezes no mês foi uma tortura.

A verdade é que eventualmente eu saio da dieta e isso tem diversas consequências: dor de estômago é a que dura mais tempo. Às vezes, tem ressaca moral. E, dessa vez, tem muita. Acho que vai me render umas boas semanas sem dormir (tem gente que deve estar comemorando essa informação). Tem também dores nas pernas e nos pés.

Bom, a verdade é que minha mente louca criou uma informação inexistente e eu reagi de forma igualmente louca e resolvi voltar a pé para casa. Não era assim tão longe, foi uma caminha de 4km e 40 minutos de duração. Poderia ter sido pior. Poderia ter acontecido algo no caminho. Calma, tentaram me impedir, tentaram me procurar de carro – eu não sabia dizer onde eu estava. E o engraçado é que the very same person who tried to find me is the same one who claims not to care about me. E é a mesma pessoa que não me deixa pedir desculpas. That’s it then, I won’t apologize.

 

And when we meet 
Which I’m sure we will 
All that was there
Will be there still 
I’ll let it pass 
And hold my tongue 
And you will think 
That I’ve moved on…. 

It’s nice to know you’re doing well and… will I ever see you again?

A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida

Months ago, I said I was gonna try to parar de sentir saudades de você, que é pra ver se você sente saudades de mim. And the truth is I failed. But missing is a feeling I kind of love, for it means, most of the time, love.

The sad part is that December came and gone. January started and he left and we didn’t as much as said hello in person. Which is sad indeed. I said it would come and go and we wouldn’t notice it.

And now I wonder if I am ever going to see you again. I want to, but it is the same as fighting: it takes two.

vou parar de sentir saudades de você, que é pra ver se você sente saudades de mim

E ela sabia que o título era suficiente como post, mas como digitava num blog, e não no twitter, decidiu completar a ideia. E não é uma indireta e nem nada do tipo, é apenas um sentimento.

Os sentimentos, ela pensou, são umas coisas estranhas. Veja bem, ela não sabe ao certo de quem sente saudades – talvez porque sejam muitas as pessoas de quem sente saudades. Ou talvez sinta saudades de momentos – e, nessa hora, ela não pensa em nenhum dos seus antigos amantes, mas em cada momento de risada sincera… ela pensa nela mesmo.

Mas ela já ouviu uma certa frase tantas vezes, que se tornou verdade: é muito bom estar sozinho, mas a vida é muito mais divertida quando se está acompanhado. E se isso não é verdade para todos, ela pensou, então é verdade para mim.

Só que esse post é sobre saudade, e não sobre estar junto. Porque, vejamos, está claro que, para sentir saudades, é preciso estar só. Ela sabe que, no fim das contas, não está de tudo sozinha. Ela tem uma companhia só dela. E que não vai a parte alguma. E que sempre está feliz quando a vê. E foi quando ela sorriu por saber que a escolha mais importante que fez na vida foi adotar um felino.

E ela riu mais uma vez, quando releu aquele título e pensou que é tolo acreditar que pode mandar nos sentimentos. Como se fosse possível mandar um comando para o cérebro que desligasse todos os sentimentos, mas aí… bom, aí seria como deixar de ser e isso não é algo que ela queira. Ela quer apenas… parar de sentir saudades. Não que seja daquelas de matar, mas daquelas que dá um gostinho de quero mais.

Porque, melhor que sentir saudades, é saber que alguém sente falta de mim, ela disse pra si mesma. E sorriu mais uma vez ao se lembrar que, na verdade, existe muita gente que sente falta dela – ou, pelo menos, é nisso que acredita. E aí ela desligou o computador e foi dormir. Feliz, por saber que seu coração não está mais endurecido e também por saber que existem outros tantos corações moles por aí.

Feelings

Nothing more than feelings
Trying to forget my
Feelings of hate

Há tempos eu escrevi neste blog que não gosto de odiar pessoas. Quando odeio alguém, eu odeio com tanta intensidade que minha energia é totalmente consumida. Então, eu faço o possível para não odiar pessoas, mas me chateio. E me chateio com muita intensidade também. E, embora eu não esteja com feelings of hate, eu estou realmente chateada. Triste.

Eu me chateio quando combino coisas e as pessoas não fazem de acordo com o combinado. Tento me convencer de que exijo demais dos outros e me chateio de novo. E fico me chateando. E… bem, preciso pensar em outra coisa.

Feelings, oh oh feelings
You’re not very nice

losing my favourite game

I don’t know what you’re looking for
you haven’t found it baby, that’s for sure
You rip me up and spread me all around
in the dust of the deed of time

Sabe quando você está quieto no seu canto e aí vem uma mosca atrapalhar? Alguém além de mim lembra da música da velha que estava a fiar e veio a mosca atrapalhar? Ninguém? Não quis comparar a pessoa a uma mosca, quis apenas enfatizar que eu estava quieta, na minha, vivendo a minha vida e aí surgerepentinamente um ser vivo aleatório .

And this is not a case of lust, you see
it’s not a matter of you versus of me
It’s fine the way you want me on your own
but in the end it’s always me alone

E aí você abre aquele espacinho e fala “Você pode brincar nessa esteira, ok?”, como a minha avó costumava fazer quando eu era criança – aquela megera. Mas, no fim das contas, a gente acaba repetindo o que aconteceu conosco – mesmo que numa esfera diferente.

And I’m losing my favourite game…

É aquela velha história de alguns animais peçonhentos não serem imunes aos seus próprios venenos. É como ensinar alguém a jogar seu jogo e crirar um monstro – been there, done that.

You’re losing your mind again…

Ou aquele caso em que você já não aguenta mais esse, aquele, o meu ou o seu jogo. É só uma questão de não querer jogar…

I’m losing my baby
losing my favourite game

O chato é que a gente toma gosto pelo jogo. Ele vicia. Ou vocês acham que tem gente morrendo em dívida de jogo porque jogar é só um hobby?

I only know what I’ve been working for
another you so I could love you more
I really thought that I could take you there
but my experiment is not getting us anywhere

Aí você procura, dá chance – se esforça. Mas, na vida, se as coisas dependessem de uma pessoa só, talvez o mundo fosse mais interessante – ou mais catastrófico.

I had a vision I could turn you right
a stupid mission and a lethal fight
I should have seen it when my hope was new
my heart is black and my body is blue

E ninguém tem bola de cristal, né? Bem… se eu pudesse ver o futuro, daquela maneira bacana que as mulheres o faziam em Avalon, como se eu fosse do povo pequeno das fadas, muito estresse teria sido evitado…

And I’m losing my favourite game
you’re losing your mind again
I’m losing my favourite game
I’ve tried but you’re still the same
I’m losing my baby
you’re losing a saviour and a saint

Exageros a parte, essa música é muito bonitinha para eu deixá-la cortada ao meio. Tenho dificuldade em manifestar o estresse, então vem tudo para o blog – com todos os exageros possíveis.

the move out

Bom, como toda pessoa que tem bom senso sabe, existe um momento nas vidas dos animais em que os filhotes deixam de ser filhotes e se despedem de suas mães a fim de viver sozinhos e independentes – animais solitários que são. Ok, nem todos os animais são solitários. Os Golfinhos, as baleias, os lobos… bem, esses vivem juntos. Mas os gatos, em sua maioria, vivem sozinhos. And I’m a cat person.

Infelizmente, depois de alguns conflitos conceituais com a minha querida mãe, chegamos à conclusão de que era melhor que eu me mudasse de casa. Mentira, não foi tão amistoso assim. Na verdade, nós duas sabemos muito bem que discordamos do meu modo de vida e, recentemente, tem sido difícil a convivência diária. Principalmente depois da chegada da Gata, também conhecida como Ferdinando.

Na semana passada, eu me mudei para o meu novo lar. Um apartamento humilde, aqui em Vitória mesmo, ainda afastado da noitada – grazadeus – e o qual divido com 2 amiguinhos. Na verdade, eles já moravam aqui e eu e minha gata – felina mesmo, calma – decidimos ocupar um espacinho na casa.

Graças ao Bart, eu consegui trazer quase todas as minhas coisas numa só viagem, pasmem, dentro do meu lindo João, o C3. A vantagem de ter vários amigos homens e de morar com dois deles é que eles se oferecem para fazer sua mudança (recebi algumas propostas de ajuda) e ainda carregam as suas coisas quatro andares acima num prédio em que não tem elevador. São ou não são uns amores?

Ao chegar, tive uma linda recepção dos meus roommates e uma visita do ilustríssimo Poodle, que trouxe panos de prato e, é claro, cerveja. Bom, tirando alguns pequenos imprevistos (esquecer as calcinhas na casa dos meus pais, a falta de vontade de criar um plano para organizar as roupas  num guarda-roupa diferente do antigo e ter que me livrar de algumas coisas da moradora antiga…), posso dizer que a mudança foi um sucesso. A minha amada Gata não teve o ímpeto de arranhar nada que não fosse o seu arranhador antigo e parece ter se adaptado a sua nova moradia.

A maior felicidade é ter uma cama de casal preta e lymdah e roupas de cama novas. Quem não gosta de roupas de cama novinhas? Não conheço ninguém. A próxima – e urgente – aquisição será uma escrivaninha (espero que também preta e linda ^^).

No mais, espero conquistar coisas úteis no meu Chá de Casa Nova e, mais ainda, espero que meus amigos aprendam a hora certa de trocar a toalha do banheiro e que panos de chão grafite deveriam estar no lixo há muito tempo.