special k

I am quite sure I’ve told this story here before. Let me try it one more time.

Last new year’s eve, my brother, his cousin and I were talking about how many times we’ve fallen in love. He’s fallen in love about 7 times his whole life. I told them I’ve fallen in love twice, I’ve loved once and put myself under control once. It is weird to fall in love all the time. It doesn’t happen to me.

Anyway, as I was heading home – way earlier than I expected – I got a message from the guy I’ve loved asking me if I was in town. When am I not? I’m always around.

*
No hesitation, no delay
You come on just like special K
*

Since he lives far far away, he invited himself over. It was so good to have him around. I invited myself to stay at his place a few weeks later when I was going to be at the city he lives in. He said it was ok.

Actually, it wasn’t. But he is so complicated, I don’t even bother. And it was awesome. I’ve been home for three days already and I feel as if I’ve fallen in love for him all over again. Let’s hope I haven’t.

*
Taking me higher than I’ve ever been before
I’m holding it back, just want to shout out, give me more
*

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só um milagre

Eu evito passar muito tempo no Facebook, mas hoje eu resolvi gastar um tempo com bobeira, porque eu ando muito chateada (vai precisar de outro post).

Passando o feed, vi que um amigo postou um desses testes que dizem como será seu relacionamento em 2017. Dizia só um milagre. E eu ri, porque eu me vi ali. Não que eu esteja esperando o milagre, mas é como se precisasse de um pra acabar com essa vida solteira que já dura seis anos – and counting.

No fim das contas, o que falta é um pouco de vontade. Um pouco de paciência. Um pouco de leveza. Falta deixar a preguiça de lado. Me sinto cada vez mais com preguiça: preguiça das pessoas, dos jogos, das interações, das descobertas, dos perdões.

Cheguei num ponto em que digo que ninguém é interessante. E eu dei lá oportunidade para alguém ser interessante? Acho que não dei oportunidade nem de eu ser interessante, quiçá os outros.

Parece que a cada dia eu mato um pouco da minha tolerância. Se a pessoa bebe Brahma, então não tem bom gosto – aliás, nem tem gosto. Se a pessoa não fala uma língua estrangeira, então é insuficiente. Se a pessoa não entende uma piada, então tem problemas cognitivos. Se não gostou de morar fora do Brasil, não serve, porque quero ir embora. Se me manda mensagens todos os dias, me sufoca. Se desaparece, não me interessa. Se me chama para beber todos os dias, não entende que minha rotina é complicada. Se evita me chamar pra sair, não quer estar comigo. Se é sincero, é em demasia. Se mente, não me serve. Se me liga – alguém liga hoje em dia? Se o gosto musical não bate, então… ah, gente, por favor, o gosto musical tem que bater.

Ao fim e ao cabo, eu me sinto cada vez mais Ted Mosby. Ou crazy cat lady. Quando me perguntam se estou num relacionamento, respondo apenas que tenho gatos e isso basta como resposta. É como se eu dissesse que quero estar sozinha e estou satisfeita com isso. E, bem, estou.

Mas quem disse que não é gostoso receber um carinho? Quem disse que não é bom ter alguém além da sua mãe pra contar uma novidade?

A sensação é de que todos querem carinho, mas no strings attached. Não pode. O legal é ser pinto amigo. É não ter compromisso. É não se importar. É mijar em todos os postes. O legal é ser um projeto de Barney de HIMYM ou Luke de LovesickBut they are broken – and it seems like we all are.

Estou aqui, aguardando o momento de sair do status de antes só. Sinceramente, na atual conjuntura, prefiro mesmo meus gatos.

 

agony

A stepfather talking to his 11 years old stepson after his mother died:

– So, what’s the problem, samuel? Is it just mum or something else, huh? Maybe school? Are you being bullied? Or is it something worse? Can you give me any clues at all?
– You really want to know?
– I really want to know.
– Even though you won’t be able to help?
– Even if that’s the case, yeah.
– Ok. Well… truth is, actually… I’m in love.
– Sorry?
– I know I should be thinking about mum all the time and I am, but I’m in love. I was before she died and I can’t do anything about it.
– Aren’t you a bit young for love?
– No.
– Ah, well. Ok, well… I’m a little relieved.
– Why?
– Because I… thought it’d be something worse.
– Worse than the total agony of being in love?
– Er… No, you’re right. Total agony.

This is a scene of the movie Love Actually.

apego

Há muito tempo, um amigo meu me diz que eu devo praticar o desapego. No início, eu achava a coisa mais absurda e impossível de ser feita, mas, atualmente, acho tranquilo – quase fácil.

Há pouco mais de um mês, o casal de gatos de uma amiga trouxe à vida 5 gatinhos. Como ela não tem pretensão de ser the crazy cat lady, os filhotes foram ofertados para adoção. É claro que eu queria um para mim, mas como ainda moro com a minha mãe, sabia que seria inviável – minha mãe certamente jogaria o gato do oitavo andar para testar se ele tinha mesmo 7 vidas.

Bom, minha prima quis uma fêmea e então pedi que minha amiga separasse a filhota que eu iria buscá-la. E eu busquei e me apaixonei pela bendita. É incrível. A gatinha passou uma noite comigo, e eu já fiquei apaixonada. Tão pequenina e frágil… passou a noite na minha cama, porque chorava se fosse para o chão. E hoje eu fiquei triste porque, quando cheguei em casa, ela já não estava mais aqui.

Ao meu amigo, meus agradecimentos pelas lições passadas e o pedido de ajuda pelo apego apressado ao bichinho.

“muito bonitinha essa música”

Disse o Caetano Veloso numa gravação ao vivo e, se não me engano, a mais conhecida de Sozinho. Aliás, a música é, de fato, muito bonitinha. E concordo muito que quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.

Mas esse post não é sobre o amor, nem sobre cuidados. Ok, talvez seja sobre cuidados. Porque eu digo que amo cada um dos meus amigos e cuido deles como gosto que cuidem de mim.

Hoje, um conhecido meu me veio todo cheio de dedos me pedir para revisar um texto dele. Muito interessante a ideia, por sinal. No texto ele comenta sobre questionamentos que fazíamos quando éramos crianças, mas que já não fazemos mais. Comenta também sobre a falta de importância que certos adultos dão a esses questionamentos que, tanto eu, quanto ele, julgamos tão importantes.
Revisei o texto – com prazer, eu diria. E, após enviar a ele a correção, ele disse tá lindo. Fiquei mesmo toda boba!

Certo dia estava eu a conversar com um grande amigo e, outrora, amante, e chegamos a um ponto curioso da minha personalidade. Conversávamos sobre família, amigos, filhos, etc. E é um fato que não só eu, mas a maioria dos que me cercam, conseguem me ver adulta e madura, com um catarrento acoplado ao corpo, mas poucos são aqueles que conseguem me ver com um marido acoplado ao dedo.

E eu tenho mesmo vontade de ter um filho, acho. Daqui uns anos, porque agora meu foco está nos estudos e família vai ter que ficar mais para tarde. E esse meu amigo me disse que me vê mãe de filho de um amigo, um grande amigo. E a verdade é que teria, com prazer, filho de um dos meus mari…amigos.

A questão é que guardo tanto espaço para os meus amigos na minha vida e os amo tão intensamente… será que eu deixo espaço para um companheiro? Ou será o meu eterno companheiro aquele que, hoje, habita terras do outro lado do atlântico?