It’s nice to know you’re doing well and… will I ever see you again?

A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida

Months ago, I said I was gonna try to parar de sentir saudades de você, que é pra ver se você sente saudades de mim. And the truth is I failed. But missing is a feeling I kind of love, for it means, most of the time, love.

The sad part is that December came and gone. January started and he left and we didn’t as much as said hello in person. Which is sad indeed. I said it would come and go and we wouldn’t notice it.

And now I wonder if I am ever going to see you again. I want to, but it is the same as fighting: it takes two.

Feelings

Nothing more than feelings
Trying to forget my
Feelings of hate

Há tempos eu escrevi neste blog que não gosto de odiar pessoas. Quando odeio alguém, eu odeio com tanta intensidade que minha energia é totalmente consumida. Então, eu faço o possível para não odiar pessoas, mas me chateio. E me chateio com muita intensidade também. E, embora eu não esteja com feelings of hate, eu estou realmente chateada. Triste.

Eu me chateio quando combino coisas e as pessoas não fazem de acordo com o combinado. Tento me convencer de que exijo demais dos outros e me chateio de novo. E fico me chateando. E… bem, preciso pensar em outra coisa.

Feelings, oh oh feelings
You’re not very nice

sambinha bom

É esse que te traz de volta
Que só tocar
Que logo você quer voltar

Existem vários tipos de memórias associativas. Algumas pessoas sentem cheiros e se lembram de pessoas ou situações. Eu, por exemplo, me lembro de um namoradinho que tive aos 15 anos toda vez que sinto o cheiro do perfume dele. Outras pessoas relacionam o que está na cabeça com imagens. Vejo foto de algum animal num zoológico e me lembro da minha primeira visita a um zoológico. Outras  pessoas ainda têm memória associada à música. Toda vez que escuto Sublime ou Foo Fighters penso no meu irmão. É automático.

Algumas músicas parecem chamar pessoas. Ouço essa e minha emoção chama alguém. Quem me dera aparecesse…

Meu coração
Já cansou de tanto choro derramar
E pede “volta” pra gente dançar

Quem me conhece, sabe o quanto de choro eu já derramei. Na maior parte das vezes, por gente que não merecia. Eu sempre digo aos meus queridos e às minhas queridas que a pessoa que te faz chorar, não te faz bem e, por isso, não merece seu choro. Verdade que chorar alivia, sossega – e causa dor de cabeça.

E é só isso que eu quero. Dançar. De todas as formas possíveis. Só quero isso, dançar no aconchego do braço alheio.

Eu, eu quero ficar com você
Eu, eu quero grudar em você
Eu, eu quero me bordar em você

Quero virar sua pele
Quero fazer uma capa
Quero tirar sua roupa

E tem coisa melhor que tirar a roupa do outro com carinho? Ou sem carinho também, tudo depende. Essa música é muito fofa mesmo.

e por falar em saudade…

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser

Quando eu era adolescente, viviam me dizendo que saudade só existe em português – e que não existia em nenhuma outra língua. Acredito que essas pessoas ou não falavam nenhuma língua estrangeira ou falavam apenas inglês, porque, néam, saudade é algo que existe. Bom, em alemão, existem três palavras para saudade: sehnsucht, utilizada para “saudade de alguém”; heimweh, que significa “saudade da pátria”, o chamado banzo, em bom português, e, ah, existe homesick em inglês, que significa a mesma coisa; e a terceira saudade eu nunca aprendi e não tenho a menor ideia de como funciona. Segundo a Wikipedia, foi incorporada ao espanhol – e se escreve assim mesmo, como em português. Enfim, mesmo que não exista em outras línguas, o sentimento existe.

Na rotina dos bares…

E quem é que não sai na rotina dos bares quando está com saudades de alguém? E quem é que não tem a esperança de que a cachaça não vá fazer esquecer a dor e a ausência?

…que apesar dos pesares,
Me trazem você

E quem é que não vê no outro, quando embriagado, aquele que queria ver outrora? Aquele que, de fato, faz falta?

E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?

E no fim das contas, depois de tanta saudade, a gente sempre resolve a dor. Seja porque reencontramos aqueles que nos são ausentes, seja porque somos capazes de preencher os vazios com os outros vocês que a noite nos trás.

Acho que o início do ano me deixou mais pensativa que o normal ;]

resoluções de ano novo

Eu não fiz nenhuma. Odeio essa coisa de resoluções de ano novo. Este ano eu vou blá-blá-blá. É como dizer semestre que vem eu vou estudar. Sério. Ninguém nunca estuda no semestre seguinte e nem para de beber depois de vomitar a vida. São verdades no meu meio de convivência, pelo menos.

Posso dizer que a virada de ano foi, no mínimo, engraçada. Graças a uma situação completamente inusitada – mas que não desejo a ninguém. Além disso, foi uma das poucas viradas de ano em que não esqueci o ano anterior – deve contar como ponto positivo.

Se 2012 foi um ano ruim? Em diversos aspectos, foi péssimo. Mas eu conquistei várias coisas. Entrei na Federal, fiz novos e bons amigos, aprendi com as novas amizades… Por outro lado, recebi meu presente de amigo “x” no natal com os dizeres minha tia ficou para titia. É como dizem: sorte no jogo, azar no amor. E, se for para continuar tendo sorte no jogo, o azar no amor pode durar um pouco mais.

O que eu quero para 2013? Acordar de manhã e me deparar com 40 cm de neve do lado de fora de casa. Nem é muita coisa!