Feelings

Nothing more than feelings
Trying to forget my
Feelings of hate

Há tempos eu escrevi neste blog que não gosto de odiar pessoas. Quando odeio alguém, eu odeio com tanta intensidade que minha energia é totalmente consumida. Então, eu faço o possível para não odiar pessoas, mas me chateio. E me chateio com muita intensidade também. E, embora eu não esteja com feelings of hate, eu estou realmente chateada. Triste.

Eu me chateio quando combino coisas e as pessoas não fazem de acordo com o combinado. Tento me convencer de que exijo demais dos outros e me chateio de novo. E fico me chateando. E… bem, preciso pensar em outra coisa.

Feelings, oh oh feelings
You’re not very nice

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pago pra ver…

…você rogar a minha volta

E rogou. E pediu. E implorou – como sempre fez.

Agora vejo
Foi somente um desejo
Simplesmente um ensejo
Prá mais uma curtição

No entanto, quando eu questionei o quão diferente seria dessa vez, não tive resposta. De qualquer forma, não dá para confiar numa pessoa que entende que, por eu cumprir a minha responsabilidade, o estava trocando por outro.

Vou refazer minha vida
Mudar o meu telefone
Cicatrizar a ferida
Tirar o seu sobre nome
O que restou de nós dois
Vou apagar da lembrança
E não vou mais me entregar
Feito criança…

“muito bonitinha essa música”

Disse o Caetano Veloso numa gravação ao vivo e, se não me engano, a mais conhecida de Sozinho. Aliás, a música é, de fato, muito bonitinha. E concordo muito que quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.

Mas esse post não é sobre o amor, nem sobre cuidados. Ok, talvez seja sobre cuidados. Porque eu digo que amo cada um dos meus amigos e cuido deles como gosto que cuidem de mim.

Hoje, um conhecido meu me veio todo cheio de dedos me pedir para revisar um texto dele. Muito interessante a ideia, por sinal. No texto ele comenta sobre questionamentos que fazíamos quando éramos crianças, mas que já não fazemos mais. Comenta também sobre a falta de importância que certos adultos dão a esses questionamentos que, tanto eu, quanto ele, julgamos tão importantes.
Revisei o texto – com prazer, eu diria. E, após enviar a ele a correção, ele disse tá lindo. Fiquei mesmo toda boba!

o mundo dá voltas

Esta semana eu perdi uma pessoa muito querida. Ok, não perdi para sempre. Posso dizer que tiramos férias forçadas um do outro. E posso dizer que a saudade já me consome. Mas vai ser bom aprender, novamente, a viver sem ele. Tenho que confessar o brilho no olhar neste momento. Te amo, e você sabe disso.
Como de praxe, decidimos beber em seu último dia em Vix. Afinal, nunca é ruim lembrar dos bons momentos, né? Assim, fico para sempre com uma imagem feliz na cabeça – uma boa lembrança. Bom, acabamos migrando para uma outra despedida. De outra pessoa, a qual conheço bem menos.
Chegando a essa segunda despedida encontrei alguém ilustre. Hahahaha. Brincadeirinha. Encontrei um menino com o qual fiz uma excursão de escola na oitava série. E foi bom conversar. E tocar violão. E cantar.  E chegar às quatro da manhã em casa in a school night.
E depois as pessoas não acreditam em mim quando digo que encontro felicidade nas menores coisas…

Luz dos Olhos
Nando Reis

Ponho os meus olhos em você
Se você está
Dona dos meus olhos é você
Avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver
É como chão no mar
Liga o rádio à pilha, a TV
Só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora

Pois meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros para poder
Melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer
É só você se afastar
Pinta os lábios para escrever
A sua boca em minha

Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço: vem!
Diga que você me quer
Porque eu te quero também!

Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando
Te telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar

Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora.

E eu vou guiando
Eu te espero, vem.
Siga aonde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu peço: vem!
Diga que você me quer
Que eu te quero também!

°°

Há tempos eu não tocava violão até meus dedos doerem. De fato a noite de ontem foi muito mais interessante do que eu poderia imaginar. Adorei a conversa, adorei a cerveja, os livros, tudo. De fato, uma noite sem precedentes.