Feelings

Nothing more than feelings
Trying to forget my
Feelings of hate

Há tempos eu escrevi neste blog que não gosto de odiar pessoas. Quando odeio alguém, eu odeio com tanta intensidade que minha energia é totalmente consumida. Então, eu faço o possível para não odiar pessoas, mas me chateio. E me chateio com muita intensidade também. E, embora eu não esteja com feelings of hate, eu estou realmente chateada. Triste.

Eu me chateio quando combino coisas e as pessoas não fazem de acordo com o combinado. Tento me convencer de que exijo demais dos outros e me chateio de novo. E fico me chateando. E… bem, preciso pensar em outra coisa.

Feelings, oh oh feelings
You’re not very nice

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losing my favourite game

I don’t know what you’re looking for
you haven’t found it baby, that’s for sure
You rip me up and spread me all around
in the dust of the deed of time

Sabe quando você está quieto no seu canto e aí vem uma mosca atrapalhar? Alguém além de mim lembra da música da velha que estava a fiar e veio a mosca atrapalhar? Ninguém? Não quis comparar a pessoa a uma mosca, quis apenas enfatizar que eu estava quieta, na minha, vivendo a minha vida e aí surgerepentinamente um ser vivo aleatório .

And this is not a case of lust, you see
it’s not a matter of you versus of me
It’s fine the way you want me on your own
but in the end it’s always me alone

E aí você abre aquele espacinho e fala “Você pode brincar nessa esteira, ok?”, como a minha avó costumava fazer quando eu era criança – aquela megera. Mas, no fim das contas, a gente acaba repetindo o que aconteceu conosco – mesmo que numa esfera diferente.

And I’m losing my favourite game…

É aquela velha história de alguns animais peçonhentos não serem imunes aos seus próprios venenos. É como ensinar alguém a jogar seu jogo e crirar um monstro – been there, done that.

You’re losing your mind again…

Ou aquele caso em que você já não aguenta mais esse, aquele, o meu ou o seu jogo. É só uma questão de não querer jogar…

I’m losing my baby
losing my favourite game

O chato é que a gente toma gosto pelo jogo. Ele vicia. Ou vocês acham que tem gente morrendo em dívida de jogo porque jogar é só um hobby?

I only know what I’ve been working for
another you so I could love you more
I really thought that I could take you there
but my experiment is not getting us anywhere

Aí você procura, dá chance – se esforça. Mas, na vida, se as coisas dependessem de uma pessoa só, talvez o mundo fosse mais interessante – ou mais catastrófico.

I had a vision I could turn you right
a stupid mission and a lethal fight
I should have seen it when my hope was new
my heart is black and my body is blue

E ninguém tem bola de cristal, né? Bem… se eu pudesse ver o futuro, daquela maneira bacana que as mulheres o faziam em Avalon, como se eu fosse do povo pequeno das fadas, muito estresse teria sido evitado…

And I’m losing my favourite game
you’re losing your mind again
I’m losing my favourite game
I’ve tried but you’re still the same
I’m losing my baby
you’re losing a saviour and a saint

Exageros a parte, essa música é muito bonitinha para eu deixá-la cortada ao meio. Tenho dificuldade em manifestar o estresse, então vem tudo para o blog – com todos os exageros possíveis.

pago pra ver…

…você rogar a minha volta

E rogou. E pediu. E implorou – como sempre fez.

Agora vejo
Foi somente um desejo
Simplesmente um ensejo
Prá mais uma curtição

No entanto, quando eu questionei o quão diferente seria dessa vez, não tive resposta. De qualquer forma, não dá para confiar numa pessoa que entende que, por eu cumprir a minha responsabilidade, o estava trocando por outro.

Vou refazer minha vida
Mudar o meu telefone
Cicatrizar a ferida
Tirar o seu sobre nome
O que restou de nós dois
Vou apagar da lembrança
E não vou mais me entregar
Feito criança…

e por falar em saudade…

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser

Quando eu era adolescente, viviam me dizendo que saudade só existe em português – e que não existia em nenhuma outra língua. Acredito que essas pessoas ou não falavam nenhuma língua estrangeira ou falavam apenas inglês, porque, néam, saudade é algo que existe. Bom, em alemão, existem três palavras para saudade: sehnsucht, utilizada para “saudade de alguém”; heimweh, que significa “saudade da pátria”, o chamado banzo, em bom português, e, ah, existe homesick em inglês, que significa a mesma coisa; e a terceira saudade eu nunca aprendi e não tenho a menor ideia de como funciona. Segundo a Wikipedia, foi incorporada ao espanhol – e se escreve assim mesmo, como em português. Enfim, mesmo que não exista em outras línguas, o sentimento existe.

Na rotina dos bares…

E quem é que não sai na rotina dos bares quando está com saudades de alguém? E quem é que não tem a esperança de que a cachaça não vá fazer esquecer a dor e a ausência?

…que apesar dos pesares,
Me trazem você

E quem é que não vê no outro, quando embriagado, aquele que queria ver outrora? Aquele que, de fato, faz falta?

E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?

E no fim das contas, depois de tanta saudade, a gente sempre resolve a dor. Seja porque reencontramos aqueles que nos são ausentes, seja porque somos capazes de preencher os vazios com os outros vocês que a noite nos trás.

Acho que o início do ano me deixou mais pensativa que o normal ;]

a cena onde eu possa brilhar

Eu quero a vida de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar

Eu, quando muito nova, era uma daquelas crianças que senta na primeira carteira e só tira nota alta. No fim das contas, acho que aquilo tudo era muito fácil mesmo, porque eu sempre fui preguiçosa com os estudos. Sempre odiei fazer dever de casa ou ter que sentar a qualquer hora do dia para estudar. Sempre achei que prestar atenção às aulas era mais útil – e me bastava.

Com o passar dos anos e o surgimento de outros interesses, a coisa mudou um pouco de figura. Ou melhor, as notas registradas no meu boletim mudaram um bocado. Aliás, passaram por mudanças graduais até que deixaram de alcançar as médias e eu terminei reprovando em três matérias no 2º ano do Ensino Médio.

Por consequência de algumas crises pessoais e algumas outras familiares, acabei me perdendo em meio à resposta da pergunta O que você quer ser quando crescer? e terminei por me formar em Letras Inglês pela Universidade Federal do Espírito Santo. Foi como voltar para o primário. Primeiro, porque as aulas eram, em sua maioria, divertidas. Segundo, porque, via de regra, as aulas me eram suficientes e o tempo gasto produzindo alguma coisa foi irrisório.

Depois de um tempo na graduação de Letras, eu percebi que me faltava alguma coisa – ou algumas coisas. E comecei a me questionar sobre o que de fato eu estava fazendo e como eu queria continuar a viver. Ok, ficou um pouco profundo demais. Já no final do curso, eu decidi fazer uma viagem para a Europa, vivi um ano na Alemanha, ocasião na qual pude aperfeiçoar meu alemão.

Antes mesmo de decidir viajar para a Alemanha, eu já me havia decidido por mudar de área, cursar engenharia. Pensando nisso, eu busquei terminar a minha graduação o mais rápido possível e comecei a pesquisar instituições nas quais eu poderia fazer esse curso na cidade onde moro. Afinal, depois de tanto tempo afastada do Ensino Médio e do contato com o raciocínio lógico, era de se esperar que ser aprovada num vestibular de exatas fosse algo complicado – e foi. Terminei por começar meu curso numa particular.

Ainda estudante de engenharia e cheia de expectativas, já troquei de área dentro da Engenharia (saí da Civil e fui para Mecânica) e continuo com brilho nos olhos quando penso no que virá pela frente. Confesso que há momentos em que me canso e só quero saber de dormir e viver às custas dos outros, mas esse é um sentimento que passa rapidamente.

Enfim, hora de parar de escrever no blog e estudar.
Por hoje é só, pessoal.

“muito bonitinha essa música”

Disse o Caetano Veloso numa gravação ao vivo e, se não me engano, a mais conhecida de Sozinho. Aliás, a música é, de fato, muito bonitinha. E concordo muito que quando a gente gosta, é claro que a gente cuida.

Mas esse post não é sobre o amor, nem sobre cuidados. Ok, talvez seja sobre cuidados. Porque eu digo que amo cada um dos meus amigos e cuido deles como gosto que cuidem de mim.

Hoje, um conhecido meu me veio todo cheio de dedos me pedir para revisar um texto dele. Muito interessante a ideia, por sinal. No texto ele comenta sobre questionamentos que fazíamos quando éramos crianças, mas que já não fazemos mais. Comenta também sobre a falta de importância que certos adultos dão a esses questionamentos que, tanto eu, quanto ele, julgamos tão importantes.
Revisei o texto – com prazer, eu diria. E, após enviar a ele a correção, ele disse tá lindo. Fiquei mesmo toda boba!

ainda bem

Me lembro das aulas de dança que eu fazia. Sinto falta de estar nos braços de alguém que seja meu guia, sinto falta de poder confiar. É engraçado como, na dança, nós nos entregamos com enorme facilidade àquele que nos conduz. Acho lindo como cada movimento se completa, como cada passo é calculado, como cada olhar se toca e como eu me deixo levar. É tão fácil na dança. É tão gostoso ver a alma do outro. É tão maravilhoso entrar no universo do outro, prever cada passo, sentir cada toque… Ah… por que a vida toda não é assim?

°°

Porque ninguém
Dava nada por mim
Quem dava, eu não tava a fim