a morte pede carona

Estou eu, num sábado à tarde, no conforto do meu lar, lutando contra a ressaca a fim de adiantar ao máximo um trabalho de faculdade, quando o Beto me liga me chamando pra ir a uma festa em Domingos Martins. Quem me conhece minimamente sabe que adoro dirigir em estrada e não são 50 km que vão me segurar em casa. Mas, como eu disse, estava de ressaca e precisava adiantar um trabalho… então fiquei de mimimi. É claro que o Beto me convenceu a ir e levamos o Vitor e um amigo junto. Quer dizer…

Primeiro, eu fui dormir com a esperança inocente de que, se eu não acordasse a tempo, os meninos iriam desistir dessa empreitada. Wrong. Me acordaram e ainda me incentivaram a me arrumar depressa. Ok. Uma hora e x depois, eu estava pronta e fui buscar os meninos. Fui recepcionada com litros de energético e muito bom humor e pé na estrada. Digo, pé de chumbo na estrada.

Conversa vai, conversa vem, o rádio parou de pegar e Pearl Jam começou a rolar no celular… foi quando eu descobri que a festa não era em Campinho, mas sim num distrito de Domingos Martins chamado Melgaço – que, diga-se de passagem, eu nem sabia que existia. E foi aí que eu comecei a pensar que eu poderia estar numa formatura de engenharia, tranquila, em Vitória – ok, na Serra – ou simplesmente em casa escrevendo meu trabalho, mas, não, estava na estrada em direção a um lugar que não sei onde fica.

Passando a rodoviária de Campinho, tem uma estrada muito doida que leva a uns lugares em que não tem nada além de cachoeiras e sítios – Melgaço era nessa direção. A estrada era dessas estreitinhas em que tinha mato de um lado e do outro lado também. Além disso, uma porção de buracos e curvas para todos os lados a cada piscada de olho. E um breu.  Farol alto era pouco e ninguém passando em qualquer dos dois sentidos. Brinquei que estávamos na estrada do filme A Morte pede carona e seguimos viagem.

Milhões de minutos depois e milhares de curvas e… nada de chegar em Melgaço. Digo… na-da. Depois de ainda mais tempo, chegamos a Melgaço de baixo, que tinha, tipo, uma rua para, ainda mais subidas depois, chegarmos, finalmente, a Melgaço. Bom, como a cidade era pequena, foi extremamente fácil chegar ao local da Pommerfest de Melgaço – tinha pulseirinha e tudo, mas perdi no meu carro, então não vai ter fotos.

Ao chegar lá, me perguntei o que raios eu estava a fazer naquele buraco. Bem, na festa, havia dez agroboys para cada roceiro e cinco pomeranas para cada branquela. Ok. Reconhecimento de área feito, ainda não sei o que eu estava fazendo ali. Aliás, nunca vi um lugar com tanto loiro de olho azul feio nessa existência. Dancei uma música com o Beto e continuei sem saber o que estava fazendo ali. Fui buscar um refri e bati um papo com um cara que era de Paraju (outro distrito de Domingos Martins) e continuei sem saber o que fazia ali. Os meninos foram brincar de dar tiro para ganhar brindes e eu continuei sem saber o que estava fazendo ali.

A atração principal da noite, Trio Só Xotão, que era principal só para mim e para o Beto – que fique claro -, subiu no palco e fomos para o salão dançar e foi aí que… Pera lá! Não era para tocar xote? Erm, acho que sim, mas eles só tocavam vanerão – não dançamos. Depois de muito tédio e um lanche horrível, eu decidi que era melhor parar de me perguntar o que eu estava fazendo ali, aceitar que as pessoas não usam desodorante porque são de origem européia e os meninos resolveram voltar para Vitorinha para algum entretenimento mais interessante.

Voltei para o carro e a estrada, dessa vez com neblina. Mas assim, aquela neblina fodidamente densa e um parabrisa que embaçava. Problema de embaçamento resolvido, óculos pregados na cara e muita atenção. Segui em frente. Incrivelmente mais depressa do que subi, quando ainda não tinha neblina. Nossa, esse cara quer morrer com certeza… onde já se viu, andar nessa estrada a essa hora! Todas as pessoas do carro olham pra mim: Que cara? O cara, ué, que estava andando ali… Manoela, não tinha ninguém na estrada. Claro que tinha, um cara passando ali…! Tem certeza de que não era um espírito? Erm… é possível que fosse… Mistério não resolvido, eu tenho certeza de que vi alguém, pode ser que fosse um espírito… Encontramos, depois de muito tempo, a BR 262 e seguimos em direção à Vitorinha.

Os meninos me prometendo pagar minha entrada no rock, me pagar drinks e mais uma porção de coisas, mas eu precisava acordar cedo (sim, no domingo), e acabei dropando os meninos na São Firmino e vim para casa dormir. Acordei, entrei no meu carro e descobri que, no momento, ele fede a cerveja e energético. Vitor e Beto, vocês me devem uma lavagem de carro, ok? Beijos

Lollapalooza

Estava demorando para eu escrever um texto sobre minhas experiências no Lolla deste ano. Dos três dias de festival, eu estive presente em dois: sábado e domingo.

Tudo começou, ainda no ano passado, quando meu irmão [finalmente] animou de ir a um festival comigo. Então me pus a virar a noite na tentativa de comprar nossos ingressos. Ingressos comprados, o próximo passo foi, também no ano passado, comprar passagens aéreas. Consegui por um preço razoável – comprei.

Quando virou o ano, comecei a pedir que meu irmão reservasse o hotel – coisa que ele não fez. O hotel foi reservado na semana do evento. Reservei na segunda, cheguei na sexta. O hotel no qual me hospedei se chama Go Inn e fica em Jaguaré – um lugar esquisito em que não há coisa alguma, mas perto do Jockey.

Depois de uma visita à Paulista e à Augusta com amigos de Vitória e de SP na  sexta-feira, aprendi tudo sobre o transporte público de São Paulo e trens e metrôs se tornaram banalidades na minha vida. Essencial visto que a ideia era gastar pouco e ir e voltar de táxi não me pareceu ser o meio de transporte mais barato.

Bom, como todo mundo já está cansado de saber, tinha lama para tudo quanto é lado. Que fique claro: o festival ocorre a céu aberto, ou seja, se chover, vai molhar; o evento acontece no Jockey Club de São Paulo, ou seja, não há calçamento – é terra – e onde há terra molhada, há lama. Ninguém me enganou e não me senti prejudicada em momento algum. Claro que pedi, com carinho, a São Pedro que não chovesse nos dias que seguiram – e fui pacientemente ouvida e atendida.

Infelizmente, ao chegar ao evento no sábado, precisamos retirar ingressos de um rapaz – o que demorou algum tempo. Não demorou tanto tempo assim, mas também não chegamos cedo. Eu sempre prefiro fugir da multidão que chega logo no início – é meio brutal e cansativo. Como ainda havia muita lama, sentar era algo meio complicado, o que tornou o evento um pouco mais cansativo.

Ao sair do show do Franz Ferdinand para a apresentação do Queens of The Stone Age, eu me perdi do meu irmão. Depois de passar metade do show chorando (meu irmão não sabia voltar para o hotel e a bateria do meu celular estava acabando), um carioca gente boa (sim, eles existem) me socorreu e me ajudou a encontrar o meu objeto perdido.

Diferente do ano passado, os celulares funcionaram este ano. Funcionaram mal, mas funcionaram. Foi, inclusive, possível encontrar amiguinhos através do mesmo (e meu irmão também).

O domingo foi o dia que mais curti. Depois de almoçar na Paulista, fomos direto para o Lollapalooza. Lá, encontrei logo no início, o Diogo e aproveitei para assistir a um show sentada na canga, porque, né, tinha muita coisa pela frente ainda. Os melhores shows da noite e, na minha opinião, do festival, aconteceram nesse dia: The Hives, tocaram de casaca (coisa mais linda) e levantaram o público totalmente (tirando os chatos que estavam ali só marcando lugar pro Pearl Jam); Planet Hemp, que mostrou que os anos passados não tornaram as suas músicas menos atuais e nos proporcionou um mosh maravilhoso; e Pearl Jam, que finalizou o festival com categoria e ainda tocaram Better Man.

Por motivo de manutenção de linhas, a estação na qual eu pegaria o trem para retornar ao hotel estava fechada. Então tivemos que pegar um táxi para o hotel. Bom, nos livramos com facilidade de taxistas safados querendo cobrar preços exorbitantes pela corrida e chegamos sãos ao hotel.

Infelizmente, não conseguimos descansar muito porque meu voo era às 6h10 e precisamos sair ainda de madrugada. Devido a problemas meteorológicos, eu só consegui chegar em Vitória na hora do almoço, mas tudo bem. Tirei o dia de folga e comecei a vida de novo na terça-feira.

Selva de pedras

E não tem como ler esse título sem ouvir automaticamente uma música dos Titãs.

Neste fim de semana eu estive em São Paulo, a terra da garoa. E estava um sol de rachar e eu derreti todas as vezes em que saí de casa. Inclusive, adorei olhar para o alto e ver aquele céu lindo e azul em meio a tanto cinza. Não, o cinza de São Paulo não me oprime. Eu adoro o ar de cidade grande, cheiro de poluição e a arquitetura estranha dos prédios da Avenina Paulista.

Como ótima turista que eu sou, não sei andar até a esquina no vasto mundo da capital paulista. No entanto, graças ao meu querido Rafa, eu e minha querida Jamine passeamos felizes pela cidade. Tiramos fotos. E até café eu tomei. Starbucks viria a calhar aqui em Vitorinha.

Na sexta à noite, depois de dar um rolé pela Paulista, paramos, os três, num bar para tomar umas brejas antes de voltar para o hotel. E não é que encontrei um menino que estudou comigo no CEFET-ES? Bom, marcamos de nos encontrar novamente mais tarde, né? Três cervejas depois, pagamos a conta e fomos ao hotel ficar chiques para a noite que nos aguardava. Um metrô, ruas erradas e cigarros depois, chegamos ao lindo The Blue Pub. Que é uma graça. E tomei Guiness. E adorei a Guiness. E joguei sinuca e perdi, mas nem liguei. E fui para casa feliz.

No sábado, depois de mais uns passeios pela Av. Paulista, mais café na Starbucks e algumas compras divertidas, fomos ao Lollapalooza – que era o evento mais esperado do fim de semana. Chegando lá, bem… não conseguimos encontrar nenhum dos nossos amiguinhos porque os celulares não funcionavam. Mas assistimos ao show da Band of Horses, que foi bem divertido. Pena que machuquei meu pezinho e tive que ir ao posto médico. O médico, coitado, me fez tomar 40 gotas de Novalgina. Alguém, além da minha mãe, tem noção de como odeio Novalgina? Eu odeio Novalgina. Bom, é óbvio que o problema do pé não se resolveu tão facilmente e foi mancando que fui em direção ao palco assistir ao show do Foo Fighters. Não me perguntem como, mas consegui pular intensamente durante todo o tempo em que estive de frente para o palco. Morri de saudades do meu irmão e curti cada instante. Depois do show, comemos hot pocket na barraquinha da Sadia. Estava uma delícia. Pena que a Coca-Cola era zero  e tinha gosto de aspartame.

Hoje nos demos ao luxo de acordar mais tarde. Arrumamos as malas, pagamos a diária e fomos ao Ibirapuera. Exposição Let’s Rock. Tudo em clima de rock’n’roll, porque, néam? Enfim, adorei a exposição. Pena que meu pé estava tentando me matar e eu morri de dor durante todo o tempo em que estive passeando em meio às fotos e guitarras. Pelo menos a música era boa – muito boa. O caminho para o almoço foi desesperador e o almoço nem foi gostoso, mas a parte importante foi conseguir chegar ao aeroporto a tempo. E beber Heineken no avião é algo realmente delicioso.

Já quero mais. E quero logo. Viajar é bom demais.

good times and bad times

No último fim de semana, fui questionada sobre os motivos pelos quais meu blog é tão depressivo. E percebi que, embora aconteçam várias coisas bacanas na minha vida, eu tendo a relatar as coisas tristes. Acho que as coisas tristes me tomam mais tempo de reflexão e, por isso, esse termina por ser o tema do blog.

Eu passei um fim de semana bem diferente, na verdade. Não que eu tenha feito algo especial – eu não fiz. Mas foi diferente porque eu agi diferente da maneira que ajo normalmente. Dormi cedo. E foi um ótimo fim de semana mesmo assim.

Bom, para falar a verdade, a sexta-feira não tinha começado muito bem porque eu ainda estava a sofrer com dores de estômago fortes devido a uma pizza no café da manhã de quarta – sim, de quarta-feira. Mas acabou se redesenhando de uma forma muito agradável. Andei na garupa da moto de um amigo, coisa que adoro. Encontrei pessoas que não via há muito tempo. Distribuí vários sorrisos. E, como Cinderela sabe que deve, voltei para casa por volta de meia-noite. Afinal, ninguém quer virar abóbora, não é mesmo?

O sábado começou com afazeres atrasados na rua, rendeu um vestido novo, se prolongou para um churrasco e terminou com uma amiga e um filme no laptop. Que foi ótimo e só teria sido melhor se eu tivesse conseguido dormir direito. Mas o bom foi saber que meu humor estava bem melhor no domingo.

O domingo… bem, domingo é sempre a mesma coisa chata. Mas eu fiquei feliz de finalmente desmontar a árvore de Natal. Porque é um fato de conhecimento público que as pessoas da minha família não sabem que a data de desfazer a decoração é 06 de janeiro, dia de Reis. E, de qualquer forma, poucas coisas são melhores que finalizar o dia com um delicioso sanduiche do Subway, não é mesmo?

Seng#2

Depois de dias de palestras e uma visita técnica (não tão técnica assim) à Vale, participei, na quinta passada, do Concurso de Engenhosidade.
Deveria construir uma fortaleza de Lego e atacar meu adversário com uma arma de cano de PVC (também conhecida como chupetão). Eu perdi. Em minha defesa, acertei um dos tiros – achei que tivesse errado todos.
Bom, a festa de encerramento na Casa Clube foi mara! E nem me lembro muito bem como cheguei em casa. Bem, depois dos acontecimentos da sexta-feira, posso dizer que a amnésia foi necessária. Ano que vem tem mais!

Saturday

Saturday. From old English. Saturn’s day. The god of havesting and agriculture. The day of rest for some and the day of work for others.

Jogar paintball foi uma das experiências mais bacanas dos últimos tempos. Me diverti horrores e estou louca para que surja a próxima oportunidade! Quando será?

Existem amigos para a vida inteira, existem amigos temporários e existem falsos amigos. Hehe. Posso dizer que as amizades que surgem agora são as melhores possíveis e me fazem muito bem. Muito bem. Não só aquelas com as quais passei o dia, mas também aquelas outras que apareceram no momento mais oportuno.

Just enjoying the week and the weekend. Happy.