insomnia

Well, I gotta have a thousand posts with that title – it happens. It happens a lot, actually. Nowadays, it hasn’t happened as much as it did when I was younger. Well… I used to stay up until 5 AM or something – it was easier to sleep at dawn – it is still easy. But since I started studying engineering, I also started waking up early, around 6 or 7 AM, and staying up until the sun started to shine wasn’t a good idea anymore. Well, I would have to grow up at some point in my life and it started when I was 25 and decided to become an engineer – ok, I decided before that, but that’s when the thing became true.

I sometimes find myself desperate, for I want to get done with and rid of it, I don’t know, yesterday. I keep joking about the time I am gonna be an engineer already – and rich. I am gonna be rich. That’s not why I decided to go to college again, but that’s what I am supposed to do with my life. I mean, that’s what everybody wants – or most people. Wouldn’t it be nice to be able to have whatever you want without having to worry about money and stuff like that? It would. There’s also the part in which you look at the things you have and you know you got it with you own hard work.

Usually I wake up this early, because I went to bed even earlier and I have already slept my eight hours – it’s not what’s happened today. I have absolutely no idea why the hell I am up so soon. And, believe me, my bed is much more comfortable than the chair I am sited on. Since I have nothing to do, I started thinking of my life and my behaviour and the universe and everything else… I am happy – happy people were supposed to sleep well, I think. Ok, I know I don’t have everything in the place I wanted, but who does? And… the pursuit of it shouldn’t make me happy anyway? It does. It really does. So, I am gonna believe I had a little too much caffeine for the day and that’s the reason why I can’t sleep.

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winds of change

Ok. O título é brega – eu sei.

Parece que, em meio a uma incrível maré de azar, finalmente os ventos mudaram de direção e começaram a soprar a meu favor. Acho que deve ter alguma relação astrológica porque, ano passado, foi nessa mesma época em que as coisas começaram a ficar boas. Ainda bem que ficam boas em algum momento, né? Porque, pelamordedeus, um ano inteiro ruim seria muito chato e, as poucas vezes em que tive anos inteiros bons, as consequências foram terríveis.

Depois de uma reprovação, uma desistência e um coeficiente de rendimento ridículo, eu consegui a proeza de me matricular em apenas duas matérias este semestre. O que foi uma bosta. Entendam: eu decidi parar de trabalhar para me dedicar aos estudos e acabou que fiquei sem emprego e sem ter exatamente ao que me dedicar. Mesmo assim, eu consegui ficar desesperada com uma matéria – achei que fosse mesmo reprovar. A boa notícia é que peguei o resultado hoje e passei. Ainda falta a outra matéria, a que eu gosto, mas essa parte é mais tranquila.

Seguindo esse problema com a engenharia, eu decidi adotar um felino (a Gata é linda). Por consequência, minha mãe decidiu que eu não era mais tão bem vinda assim em sua casa. Bom, procurei outro lar – para mim e para a Gata – e hoje sou feliz morando com ela e dois amigos meus num apartamento modesto, no qual tenho um quarto enorme. O problema? Eu estava unemployed quando mudei de casa – reflitam.

Bom, as coisas começaram a melhorar quando comecei a recuperar notas na UFES e comecei a receber propostas razoavelmente concretas de emprego – sem contar os  freelas que andava fazendo por aí. Para melhorar, houveram encontros casuais com pessoas queridas – e encontros não tão casuais também.

Hoje, para minha felicidade, firmei relação de trabalho e, semana que vem, eu recomeço minhas atividades como English teacher – que é a minha profissão: não passei 4 anos esquentando cadeira da UFES à toa, né? E o melhor: o uso de uniforme é obrigatório, o que vai me economizar tempo pensando com que roupa eu vou e ainda me dará minutinhos a mais de sono no sábado. Afinal, ninguém merece ter de estar no trabalho no sábado às 8h30 da madrugada. Aliás, esse é outro ponto positivo: não tenho estrutura física para sair na sexta à noite, ou seja, vem economia por aí.

No mais, espero que a rematrícula da UFES continue me trazendo felicidade e que 2013/2 seja repleto de matérias divertidas.

jason

Porque toda pessoa que me conhece sabe que eu odeio homens do tipo Jason. Não entendeu? Experimenta matar uma criatura. Enterrar a criatura. Jogar sal no túmulo da criatura. E aí, numa tarde qualquer de domingo, a porra do cara aparece na sua frente. Não se iludam, mocinhas, ele parece real, mas é apenas uma assombração.

deixe a vida me levar

vida leva eu.

Ontem eu fui à festa de despedida/aniversário de uma amiga. Ela e o namorado pediram demissão de seus empregos e passarão um ano viajando pela Europa e Ásia. Admiro muito a coragem e também o lugar em que chegaram. Afinal, é preciso ter muita segurança para acreditar que, depois de um ano ausente do mercado, se irá conseguir emprego. Eles conseguirão.

Em meio a diversas conversas com essas minhas amigas que amo tanto, veio o comentário de que os 30 se aproximam. Mas… e daí? Bom, o tempo passa e passa para todos. E existem alguns sinais que me dizem, todos os dias, que a vida passa para mim: tenho 3 sobrinhos, meus irmãos já se casaram, minhas amigas se casaram ou estão noivas, eu já me formei e comecei outro curso… e estou encalhada.

Ok. Acabo de alcançar minha crise de meia idade.

Sempre falei que não curto fazer muitos planos para o futuro. Que a vida se constrói sozinha e eu tenho mais é que viver o presente. E eu vivo mesmo o presente, mas… quando eu paro e penso sobre a minha vida futura e só me vejo sozinha, bate certa solidão…

Calm down, the year is almost over

Aquele momento em que você deseja ter tomado decisões diferentes, mas não deve voltar atrás. Até porque é algo que você deseja fazer – e está gostando.
O chato é que, quando eu tomei essa decisão, eu sabia que fatalmente encontraria alguns fantasmas pelo caminho. Só não achei que esses fantasmas assombrariam a Ufes em pleno 23 de dezembro. Oi? Você não deveria curtir suas férias?
E pensar que toda aquela felicidade de pensar “Gott sei danke – es ist Freitag!” se foi. Hey, hon, relax, it’s friday – o ano praticamente acabou. Preciso aprender a conviver com os fantasmas do passado. Afinal, a menos que eles tornem a viver, a tendência é de que continuem a me assombrar…

°°

Last Friday night
We danced on tabletops
And we took too many shots
Think we kissed but I forgot

pode isso?

Há algum tempo esse pensamento já havia me ocorrido e desde que fiz o Enem eu pensava em postar algo a respeito. Quando eu fiz ensino médio, há 10 anos, eu e meus amigos sonhávamos com universidades federais e cursos que nos trouxessem a possibilidade de ter um bom emprego. Sim, eu sei, eu fiz letras e fugi à regra, mas isso também não estava nos meus planos.

No início deste ano, eu ingressei no curso de Engenharia Civil da Faesa, uma faculdade particular aqui de Vitória. Logo no início do curso, fiquei próxima de uma menina de 17 anos. Um certo dia a perguntei se ela não iria prestar vestibular para a Ufes no fim do ano. “Você ainda é nova”, eu disse. E a resposta que obtive foi: “Não quero fazer Ufes. A Ufes nunca me encheu os olhos. Nunca tive vontade de estudar lá”. Não tive a capacidade de prolongar a conversa. Devo ter feito a cara mais ‘então tá’ da minha vida.

Há algumas semanas, eu fiz o Enem – Exame Nacional do Ensino Médio. Na época em que prestei vestibular, o Enem apenas servia para aumentar décimos nas nossas notas do VestUfes; hoje em dia, ele corresponde à primeira etapa dos exames vestibulares. Bom, minutos antes do início da prova do segundo dia, me pus a conversar com um dos fiscais e algumas pessoas que estavam também prestando o tal exame. E foi aí que um menino disse que cogitou a possibilidade de não comparecer ao segundo dia de provas. Perguntei: “Ué?! Foi tão mal assim ontem?”. E a resposta foi: “É que eu já faço direito na Estácio e não vejo necessidade de estudar na Ufes”.

Quando foi que estudar em universidade federal deixou de ser importante? Eu estava em coma e ninguém me contou?

turn yourself around

Depois de alguns dias de férias da faculdade e várias comédias romanticas assistidas e marcadas como ‘vi’ e ‘gostei’ no cinedica, eu preciso manifestar minha indignação. Não com o cinema hollywoodiano, mas com a vida. Parem e pensem: eu tenho 25 anos e não vou me casar com Fernando, o menino pelo qual eu era apaixonada no Jardim 2. Também não me casei com Igor, o menino pelo qual eu era apaixonada na 4ª série – embora já tenha sonhado, ainda naquela época, conosco fazendo estripulias quando mais velhos. Não vivi um conto de fadas com Tiago, meu primeiro namoradinho – aos 15 anos. Muito menos com Danilo, irmão de uma grande amiga, cuja família adoro e com a qual convivo até hoje – não seria perfeito? Depois disso veio o Eduardo que ainda adoraria me ter como namorada, embora bons 7 anos tenham se passado desde o término do namoro, mas que simplesmente não faz o meu tipo. Não consegui fazer com que Igor [2] deixasse de ser esquerdista e me amasse loucamente até o fim de sua vida, mesmo que ele ainda afirme que eu tenha sido a pessoa que ele mais amou na vida. Não me casei com Dusan, o eslovaco gatíssimo que me resgatou bêbada numa festa e me deu uma cama e um balde de presente e com o qual tive alguns encontros. Não me casei com Alexandre, o loiro, alto, de olhos verdes pelo qual me apaixonei ainda no ensino médio e que só vim a namorar anos mais tarde, quando já havia quase completado o meu ensino superior. Este também não veio em prantos até mim dizer que cresceu e está arrependido. Além disso, eu não me casei aos 24 anos, assim como minha irmã e minha cunhada. E não fugi para casar com meu amigo Fernando que atualmente mora no Pernambuco, mas que em breve estará de mudança para a Alemanha. Nenhum dos meus alunos me pediu em casamento e os meus amigos casados também não se divorciaram para casar comigo. O meu primo Tiago, gatíssimo, também não quis brincar de esquecer que somos primos para se casar comigo. O menino que tem namorada e disse, diversas vezes, estar em dúvida entre mim e ela também não me escolheu. Então, alguém pode me dizer o que há de errado?

[…] I think too much
I know this is wrong it’s a problem I’m dealing

[…] do I talk too much?

[…] Cuz there’s a little bit of something me
In everything in you

Let that city take you in,
Let that city spit you out,
Let that city take you down
God’s sake, turn around.