agony

A stepfather talking to his 11 years old stepson after his mother died:

– So, what’s the problem, samuel? Is it just mum or something else, huh? Maybe school? Are you being bullied? Or is it something worse? Can you give me any clues at all?
– You really want to know?
– I really want to know.
– Even though you won’t be able to help?
– Even if that’s the case, yeah.
– Ok. Well… truth is, actually… I’m in love.
– Sorry?
– I know I should be thinking about mum all the time and I am, but I’m in love. I was before she died and I can’t do anything about it.
– Aren’t you a bit young for love?
– No.
– Ah, well. Ok, well… I’m a little relieved.
– Why?
– Because I… thought it’d be something worse.
– Worse than the total agony of being in love?
– Er… No, you’re right. Total agony.

This is a scene of the movie Love Actually.

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milk

Eu assisti Milk. Um ótimo filme. Estrelado por ninguém menos importante que Sean Penn, o filme conta parte da vida de Harvey Milk – o primeiro homem abertamente gay a assumir um cargo público nos Estados Unidos. Isso aconteceu no fim da década de 1970.

Naquela época, nos EUA, houve uma febre religiosa e tudo era considerado imoral e anticristão. Então as autoridades tinham o poder de perseguir pessoas por conta de sua orientação sexual. Na verdade, se formos pensar, não é muito diferente do que nossos políticos evangélicos fazem, atualmente, no Brasil.

De qualquer forma, o filme mostra uma movimentação bem interessante. Essa coisa de se criar uma cena gay em determinado lugar e etc. E, depois de assistir o filme, eu notei como as pessoas se confinam em determinados ambientes. Algo do tipo “vou para tal lugar, porque lá me aceitam como eu sou”. E isso é extremamente triste.

Durante o filme, um aspecto da declaração de independência estadunidense é apontado:
We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.
Essa questão me pareceu bem plausível de ser apontada porque, no fim das contas, todas as criaturas são realmente iguais perante a lei. Então eles alegam que se certos direitos fossem vetados a cidadãos saídos do armário, então esses direitos estariam sendo vetados a todos. Genial.

Enfim, gostei do filme. É bem bacana – velho, eu sei -, mas é tão atual quanto pode ser.

Karate Kid

Hoje eu assisti Karate Kid – a versão original de 1984. Sim, eu já havia assistido antes. Na verdade, eu tive vontade de rever o filme assim que saiu o novo The Karate Kid (2010), estrelado por Jackie Chan.

Meu irmão me questionou, ainda em 2010, sobre o motivo do filme recente se chamar Karate Kid. Ora, Jackie Chan luta Kung Fu, e não Karate; o nome do menino também não é Karate e… enfim, ninguém luta Karate no filme, apenas Kung Fu. Enfim, após assisti o original, eu percebi que o filme do Jackie Chan nada mais é que uma cópia estranha do filme estrelado por Ralph Macchio, o nosso querido Daniel San. Desde as falas de efeito, como “There’s no such thing as a bad student, only a bad teacher”, até as cenas finais do filme, na qual o Daniel San é violentamente atingido na perna – é tudo igual.

A revolta do menino em relação ao novo lar, a maneira como a arte da luta é ensinada… No original o Daniel San aprende a alguns movimentos lavando e encerando carros, lixando o chão de madeira e pintando a casa do Sr. Miyagi. Em 2010 Dre Parker aprende praticamente tudo o que pode de Kung Fu vestindo sua jaqueta, despindo-a, jogando-a no chão e a pendurando no cabide. Ambos se revoltam por pensar não estarem aprendendo coisa alguma e ambos saem vitoriosos e aplaudidos dos torneios que encerram o filme. Isso sem contar as inúmeras surras que levam do seu oponente principal – que luta numa academia fodona e mega cara – e as artes milenares loucas de cura de seus mestres.

Enfim. Eu precisava escrever isso. Por hoje é só.

 

That’s the way…

… no, I don’t like it that way.

Thor é um filme horrível, mas o ator é realmente abençoado. Seria mais abençoado se não houvesse a moda de que protagonista de filme tem de ser um armário. Sério. De homem musculoso toda mulher gosta, mas armários são coisas que usamos para guardar nossas coisas. Será que no próximo filme de herói dá para aparecer um homem sarado e magro?

Há algum tempo, quando eu ainda morava na Alemanha, um amigo me apontou a importância de saber o filme preferido (ou os filmes preferidos) das pessoas pelas quais nos interessamos. Acreditem, um filme diz mais sobre uma pessoa do que mil palavras poderiam descrevê-la. Enfim, acho que está na hora de descartar do meu círculo de convivência aqueles que esboçaram algum tipo de sentimento positivo por Snakes on a Plane.