equação 5.178

Eu ainda não entendo o motivo pelo qual os livros de física e afins insistem em numerar as equações e citá-las pelo número durante o texto. É impossível saber de qual equação se trata sem voltar páginas o tempo inteiro. Pronto. Desabafei.

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dicionário ilustrado: dor

Eu me sinto, hoje, como se eu fosse mãe – e não filha. A sensação que tenho é de que eu tenho de ser grown up, enquanto os adultos estão todos tontos andando sem rumo por aí. É como se eu fosse um salva-vidas a tentar buscar da praia alguém que se afoga e a pessoa tentasse se agarrar a pedras a fim de ir cada vez mais para o fundo – e me carregando junto.

Num episódio de 2 broke girls, é falado que uma das meninas é um balão e a outra uma pedra, que impede o balão de He de subir. Eu me deparo, atualmente, com exatamente essa situação. E a pessoa que representa o balão não quer cortar a corda. Como naqueles filmes em que as pessoas estão fazendo uma escalada e ninguém corta a corda e todos caem penhasco abaixo.

Eu cansei de ser carregada consecutivas vezes para baixo. E ainda mais para baixo. E depois de novo. Não me faz bem – me corrói devagar por dentro. O que me deixa ainda mais triste é saber que somos, nesse contexto, em nossa maioria, balões – e há apenas uma pedra. No entanto, só um balão tem a tesoura – e esse balão não quer usá-la.

Eu tentei, de várias formas, trazer olhos àquele que não quer ver – juro que tentei. Mas, agora, abdico de meu posto e jogo os adultos aos leões porque, bem é verdade, eles são adultos e sabem se cuidar sozinhos. E é assim que vai ser.

Eu poderia, sim, como todos os outros, ter fugido – todos fugiram. E eu fiquei. Fiquei porque eu gosto de cuidar daqueles que amo. Quem ama cuida. E eu cuido – para caralho. E agora vou sofrer por não cuidar, porque eu só posso cuidar de quem quer receber cuidados.

jason

Porque toda pessoa que me conhece sabe que eu odeio homens do tipo Jason. Não entendeu? Experimenta matar uma criatura. Enterrar a criatura. Jogar sal no túmulo da criatura. E aí, numa tarde qualquer de domingo, a porra do cara aparece na sua frente. Não se iludam, mocinhas, ele parece real, mas é apenas uma assombração.

todo dia…

A: Concluí que existe um monte de mulher burra no mundo mesmo…
B: Por que?
A: Bem, eu não li 50 tons de cinza, mas todas as críticas dizem que o cara é super rico, super bonito, super charmoso, super inteligente, sadomasoquista e super imbecil. E aí eu estava conversando com…
B: …mas foi ele o cara que ela escolheu?
A: O_o Ela quem? Eu estou dizendo que o protagonista da história…
B: … que história?
A: DO LIVRO!!
B: Que livro?!
A: !!!!! Cinquenta tons de cinza!!!!! Você prestou atenção em alguma coisa do que eu falei?!?!

e por falar em saudade…

Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser

Quando eu era adolescente, viviam me dizendo que saudade só existe em português – e que não existia em nenhuma outra língua. Acredito que essas pessoas ou não falavam nenhuma língua estrangeira ou falavam apenas inglês, porque, néam, saudade é algo que existe. Bom, em alemão, existem três palavras para saudade: sehnsucht, utilizada para “saudade de alguém”; heimweh, que significa “saudade da pátria”, o chamado banzo, em bom português, e, ah, existe homesick em inglês, que significa a mesma coisa; e a terceira saudade eu nunca aprendi e não tenho a menor ideia de como funciona. Segundo a Wikipedia, foi incorporada ao espanhol – e se escreve assim mesmo, como em português. Enfim, mesmo que não exista em outras línguas, o sentimento existe.

Na rotina dos bares…

E quem é que não sai na rotina dos bares quando está com saudades de alguém? E quem é que não tem a esperança de que a cachaça não vá fazer esquecer a dor e a ausência?

…que apesar dos pesares,
Me trazem você

E quem é que não vê no outro, quando embriagado, aquele que queria ver outrora? Aquele que, de fato, faz falta?

E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?

E no fim das contas, depois de tanta saudade, a gente sempre resolve a dor. Seja porque reencontramos aqueles que nos são ausentes, seja porque somos capazes de preencher os vazios com os outros vocês que a noite nos trás.

Acho que o início do ano me deixou mais pensativa que o normal ;]

Aí eu recebi um convite inusitado para sair. Não que o lugar fosse diferente ou que eu nunca o tivesse frequentado, o que me causou estranhamento foi a origem do convite.
Durante os meus já quase 10 anos de blog, eu já relatei milhares de idas e vindas de pessoas na minha vida. O que é perfeitamente normal e, em certos casos, saudável. Há pouco mais de um ano, eu me distanciei de uma pessoa porque… bem, eu não sei exatamente o motivo, mas acho que porque essa pessoa não queria estar envolvida num assunto.
Como eu já relatei aqui, eu entrei na federal no final de 2012 (engraçado fazer 2012/2 duas vezes). Com isso, passei a encontrar esse criatura regularmente, porque fazemos matérias juntos, fazemos o mesmo curso, estudamos no mesmo prédio. E fizemos o que era de se esperar: voltamos a nos falar. Gosto de pontuar que nunca houve uma briga ou qualquer tipo de discussão, então não havia ressentimentos.
E foi esse cara que me chamou para sair ontem. E compartilhou histórias. E me fez rir à beça. E… foi uma ótima noite.

lachen

Em uma  cena de  Sex and the City, a Samantha explica para Carrie – que foi deixada no altar, etc etc – que, assim que algo realmente engraçado acontecer, ela irá rir. E, mais tarde no filme, uma cena mega engraçada ocorre. E ela ri. E é impossível não rir. A cena é realmente engraçada.

No fim do ano passado, eu andava meio introspectiva/depressiva por conta de uns pensamentos bobos, mas que trazem à tona coisas que, às vezes, são chatas. E rir estava complicado. E foi extremamente bobo. E eu ri – demais. E foi ótimo.